3 de maio de 2012
Coisas de que não preciso para ser feliz
Confesso que nunca fui com a cara e as ideias do autor, mas esse texto enviado pelo amigo Ivan Bonfim, lá de Curitiba, fez minha antipatia por ele diminuir um pouco.
Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!'
Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais.
E somos também eticamente virtuais... A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:... "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!! (Frei Beto)
Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, (Belo Horizonte, 25/08/1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo, autora do clássico "Fogão de Lenha - 300 anos de cozinha mineira" (Garamond).
Carlos Alberto Libânio Christo, o Frei Betto, (Belo Horizonte, 25/08/1944) é um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo, autora do clássico "Fogão de Lenha - 300 anos de cozinha mineira" (Garamond).
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| Frei Betto |
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros "Cartas da Prisão" (Agir), "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco).
2 de maio de 2012
Jayminho Bernardelli - Skate Discoteque - Campo Mourão anos 1970
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| Lenise e Jayminho - Paraty (RJ) - 2012 |
Vivo postando fotos do álbum do Jayminho Bernardelli e agora mostra o próprio numa foto do final dos anos 1970, quando ele, o Billy Basso, o Jânio Peliser, o Serginho Kozan e outros, atuavam como DJs na Skate Discoteque e agitavam as noites dos mourãoenses.
Casado com a Lenise Pretel, palmeirense doente e sofredor (redundância!), Jayminho reside em Rondonópolis (MT). Clique nas imagens para ampliar.
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| Cícero Jayme Bernardelli - Skate Discoteque - Campo Mourão PR |
Susan Tedeschi - "Rock Me Right"
Susan Tedeschi (09/11/1970, Boston, Massachusetts, Estados Unidos) é uma guitarrista e cantora de blues, que recebeu várias indicações ao Grammy Award. Ela é casada com o guitarrista Derek Trucks.
Ela também é conhecida por suas performances como parte do "Revival Stew Soul", um conglomerado de sua banda, The Derek Trucks Band, e diversos outros grupos.
É melhor ficar calado em certos assuntos...
O casal de velhinhos está sentado no banco da pracinha quando do nada a velhinha dá um baita tapão na cara do velhinho:
- Que é isso véia, enlouqueceu?!
- Isso foi por todos os anos de sexo ruim que você me proporcionou…
O velhinho fica pensativo por um instante, mas de repente ele vira uma bordoada na cara da velhinha que ela quase cai do banco, e grita:
- E isso aí é por você saber a diferença!
Conheça o carro voador
O PAL-V é um esportivo que tem hélices e voa a até 180 km/h
Íntegra da Matéria:
Durante muito tempo, principalmente nos anos 80, carros voadores foram sinônimo de "futuro"! Quem não se lembra do DeLorean voador de "De Volta para o Futuro", ou do táxi pilotado por Bruce Willis em "O Quinto Elemento"? E os "Jetsons"? Inesquecíveis...
Saindo das telas, recentemente uma empresa holandesa realizou o primeiro teste do seu carro voador. Pelo menos no vídeo, foi um verdadeiro sucesso. No asfalto, o PAL-V funciona como um carro esportivo, ainda que o design não seja lá essas coisas. Segundo o fabricante, ele atinge os 180 quilômetros por hora, combinando a comodidade de um carro com a agilidade de uma motocicleta e motor a gasolina.
Mas, esse é um carro realmente especial. Em questão de minutos, como um verdadeiro "Transformer", o PAL-V vira um girocóptero e está pronto para decolar. O vôo é possível graças ao movimento gerado por lâminas situadas na parte superior do automóvel e ao empurrão de uma hélice dobrável. No ar, a velocidade máxima também é de 180 quilômetros por hora e a autonomia de voo é de 350 a 500 quilômetros.
A empresa agora busca investidores para somar cerca de 15 milhões de euros, que faltam para lançar a versão comercial do carro voador. Não é pouco dinheiro, são quase R$42 milhões. No entanto as expectativas são boas. Os holandeses dizem que a primeira versão comercial do PAL-V deve chegar às lojas já em 2014.
Além de imaginar a loucura que seria o trânsito de carros voadores, quem se interessar pelo modelo terá que botar a mão fundo no bolso. Estima-se que o veículo voador custará entre R$700 mil e R$1,5 milhão. Interessante, mas meio carinho, né? (via: Olhar Digital)
30 de abril de 2012
Ely de Souza Cordeiro - 1953 * 2012
Neste sábado (28), dia em que comemoraria 59 anos, faleceu o amigo Ely de Souza Cordeiro.
Coxa-Branca da melhor estirpe (redundância!), Ely descobriu no começo desse ano que estava com câncer e a doença o derrotou rapidamente, mas ele em momento algum deixou transparecer que estava doente. Estive com ele recentemente e discutimos os melhores planos para ver o Coritiba FC tricampeão estadual, campeão da Copa do Brasil e tantos outros títulos que nem lembro quais.
Ely, assim como o mano dele, também falecido Adinor "Jibóia" Cordeiro, foi radialista em Campo Mourão. Por anos ele comandou um programa de músicas românticas na Rádio Humaitá. Ele atuou também nas Rádios Colméia AM e Musical FM. Com foto da itribuna.
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| Ely de Souza Cordeiro - 1953 - 2012 |
Sarah Vaughan e Marcos Valle - "Something"
Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924 — Los Angeles, 3 de abril de 1990) foi uma cantora estadunidense de jazz. Junto com Billie Holiday e Ella Fitzgerald é considerada por muitos como uma das mais importantes e influentes vozes femininas do jazz.
A voz de Vaughan caracterizava-se por sua tonalidade grave, por sua enorme versatilidade e por seu controle do vibrato. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do bebop.
Marcos Kostenbader Valle (Rio de Janeiro, 14/09/1943) é um compositor, cantor, instrumentista e arranjador brasileiro.
Marcos começou tocando no trio formado por ele, Edu Lobo e Dori Caymmi. Em 1964, sua canção Samba de Verão atingiu o segundo lugar nas paradas de sucesso estadunidenses, e teve pelo menos 80 versões gravadas nos EUA.
30 de abril é do Dia Internacional do Jazz.
"Something" é uma canção dos Beatles composta por George Harrison e que foi lançada no álbum Abbey Road de 1969
Trem estilo Ferrari é lançado na Itália
O Italo é um trem de alta velocidade que entrou em atividade a partir do dia 28 de abril para ligar as cidades italianas de Milão, Roma e Nápoles. O comboio de luxo, que é operado pela Nuovo Transporto Viaggiatori (NTV) e está ganhando a fama de a "Ferrari dos trens", embora alcance uma velocidade de até 300 km/h, não é o mais rápido do mundo.
O trem tem capacidade para 460 pessoas e conta com 11 vagões. Entre os serviços oferecidos pela empresa, estão Wi-Fi grátis, bancos de couro e tevês no teto. O bilhete mais barato, de Milão para Roma, custa cerca de R$ 160.
Segundo a empresa, a qualidade dos serviços será a melhor de toda Itália e competirá à altura com a Trenitalia, que tem o monopólio de ferrovia de alta velocidade no país até agora. A NTV espera atrair nove milhões de passageiros até o fim de 2014.
A fama de "Ferrari do trens" está associada à velocidade e ao design externo moderno e em vermelho. Além disso, um dos principais acionistas da NTV é o Luca di Montezemoto, presidente da Ferrari.
Segundo a empresa, a qualidade dos serviços será a melhor de toda Itália e competirá à altura com a Trenitalia, que tem o monopólio de ferrovia de alta velocidade no país até agora. A NTV espera atrair nove milhões de passageiros até o fim de 2014.
A fama de "Ferrari do trens" está associada à velocidade e ao design externo moderno e em vermelho. Além disso, um dos principais acionistas da NTV é o Luca di Montezemoto, presidente da Ferrari.
(via: Tech Tudo)
Os 11 lugares mais desagradáveis para se visitar no mundo
27 de abril de 2012
Debutantes mourãoenses de 1968
Do álbum do Jayminho Bernardelli, foto mostra debutantes do ano de 1968 em Campo Mourão: Stela Maria Sales Pinto (Livraria Roma), Mariza Zanini e Marli Martins de Paula. Clique na imagem para ampliar.
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| Stela Maria Sales Pinto, Mariza Zanini e Marli Martins de Paula Baile de Debutantes - 1968 - Clube 10 de Outubro Campo Mourão - PR |
Justo Veríssimo: "Pobre é que tem mania de ser honesto"
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, conhecido como Chico Anysio (Maranguape, 12/04/1931 — Rio de Janeiro, 23/03/2012), foi um humorista, ator, dublador, escritor, compositor e pintor brasileiro, notório por seus inúmeros quadros e programas humorísticos na Rede Globo, emissora onde trabalhou por mais de 40 anos.
Ao dirigir e atuar ao lado de grandes nomes do humor brasileiro no rádio e na televisão, como Paulo Gracindo, Grande Otelo, Costinha, Walter D'Ávila, Jô Soares, Renato Corte Real, Agildo Ribeiro, Ivon Curi, José Vasconcellos e muitos outros, tornou-se um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas da história do país.
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