8 de setembro de 2020

Pioneiros mourãoenses: Carlos Boenig e Teodoro Metchko

Carlos Boenig, Delbos Zolla e Teodoro Metchko
Campo Mourão/PR - 1942

Foto de 1942 mostra os pioneiros mourãoenses Carlos Boenig e Teodoro Metchko posando ao lado do doutor Delbos Zolla, em Campo Mourão. 

Carlos Boenig era alemão, participou da 1ª Guerra Mundial, formou-se em bioquímica com 23 anos e com 36 anos, em 1934, chegou no Brasil. Ele residiu primeiro em Pitanga, onde casou e teve um filho, mas o casamento durou pouco tempo. Em 1942 chega em Campo Mourão, onde, dois anos depois, se casou com Laura de Paula Xavier, com quem teve cinco filhos.

Carlos Boenig foi um dos primeiros médicos de Campo Mourão, onde também formou o primeiro laboratório de análise e pesquisa científica técnica. Ele faleceu em 5 de julho de 1991. 

Residimos por alguns anos na rua Carlos Boenig, na Jardim Albuquerque. 

Teodoro Metchko nasceu na Ucrânia, em 1896. Chegou ao Brasil em 1934, fixando residência em Campo Mourão. De berço nobre, ele era descendente da nobreza ucraniana, por parte de pai. Poliglota, dominava oito idiomas, se formou engenheiro civil no México, onde construiu uma usina hidroelétrica e nos trechos de ferrovia, um túnel ligando o México à Guatemala, o qual levou seu nome. 

Em Campo Mourão, atuou no ramo madeireiro, onde construiu a Capela da Vila Carolo, sua serraria, a primeira prefeitura, escola e, também, a primeira delegacia de polícia. 

Na construção civil se destacam ainda as obras do cinema, o Colégio Santa Cruz, o Ginásio de Campo Mourão, o primeiro Hospital Santa Casa e o Aeroporto Municipal.

Foi o primeiro Cidadão Honorário de Campo Mourão. 

Ele faleceu em 19 de outubro de 1969.

O historiador e escritor mourãoense Jair Elias dos Santos Júnior me passou as informações sobre o doutor Delbos. 

"No ano de 1943, Delbos Zola foi convidado pelo Sr. Sady Silva, engenheiro do Departamento de Terras e Colonização, para trabalhar em Campo Mourão, como médico, onde permaneceu por dois anos.

Como era o 1º médico que assumiu os serviços de saúde pública na região de Campo Mourão, encontrou diversas dificuldades, pois contava com poucos recursos materiais e os seus deslocamentos eram feitos a cavalo. Ainda não havia luz elétrica, a água era tirada do poço, localizado no meio da Praça Getúlio Vargas. 

Nos anos que viveu nesta cidade fez muitas amizades, onde foi beneficiado com uma boa casa de madeira passando a residir nos fundos e na frente montou seu consultório e uma sala de aula para as crianças. Era grande a movimentação de pessoas doentes que o procuravam e atendidos com especial atenção. Fez centenas de pequenas cirurgias e em suas mãos nasceram muitas crianças. Foi médico em Campo Mourão e nas localidades de Goioerê, Mamborê e Peabiru. Como não havia hospital, muitas vezes acomodava os doentes em um pequeno dormitório junto ao junto ao consultório, até que estivessem em condições de voltar para suas casas.

Com informações do livro Campo Mourão - 60 anos e do Jair Elias.

Mark Reilly (Matt Bianco) & New Cool Collective - The Things You Love


Matt Bianco é uma banda britânica de pop, jazz e bossa nova formada em 1983 por Mark Reilly.


New Cool Collective
é um conjunto musical holandês fundado em 1993


The Things You Love
é faixa e título de álbum lançado em 2016.


Escola irlandesa dá 3 mil bolsas de inglês com certificação internacional

Os cinco melhores estudantes ainda poderão ganhar bolsa de intercâmbio para praticar o idioma em Dublin

A escola de idiomas Seda College, com matriz na Irlanda, oferece 3 mil bolsas integrais para “Do Zero à Fluência”, um curso de inglês totalmente on-line e com certificação internacional. O estudante pagará apenas a matrícula (de R$ 67) e estará isento de mensalidades.  As inscrições terminam no dia 11 de setembro e as aulas começam em 28 do mesmo mês.

Crédito: Leonid Andronov/iStock
Vista de Dublin, na Irlanda; país é destino de intercambistas

Quem quiser participar deve ter idade a partir de 14 anos e obter a qualificação necessária em uma prova feita no site da instituição. Depois, o estudante receberá o resultado via e-mail e deverá pagar a taxa para ingressar no curso.

Do Zero à Fluência” tem 25 módulos e seis meses de duração, com aulas semanais. O estudo será realizado completamente pela plataforma de aprendizagem digital.

Segundo a instituição de ensino, a intenção é qualificar na língua inglesa,  já que apenas 3% dos brasileiros consegue se comunicar com eficiência em inglês. Empresas oferecem melhores salários e o profissional tem melhores chances no mercado de trabalho quando tem fluência no idioma.

Inglês fluente melhora as chances no mercado de trabalho em todo o mundo

Eleita por três consecutivos como a melhor escola de inglês do país, a Seda College atua há mais de 10 anos na área de educação e intercâmbio. A plataforma com cursos 100% on-line estreou em 2018.

Catraca Livre

2 de setembro de 2020

Restaurante e Hotel Sardenha, Campo Mourão; anos 1960/70


Do álbum do saudoso Jayminho Bernardelli, foto mostra instalação do Restaurante Sardenha Hotel, que funcionava na rua São Paulo, entre as avenidas Índio Bandeira e Manoel Mendes de Camargo, bem em frente de onde está a Gouveia Joias e Relógios. 

Amigos comentaram, no Facebook do Jayminho, que ao lado funcionava a Quitanda Nova, da dona Florisbela, e mais pra baixo a Tinturaria São Paulo, do saudoso seu Lazinho de Lima. 

O amigo Fortunato Sasaki destacou que o proprietário do hotel era um italiano de nome Aldo Porcu e que logo abaixo também tinha o bar do seu Atílio Dalamaria. 

A querida Elsa Luiza Quandt lembrou que depois ele virou um hospital, de propriedade do médico Jorge Garcia. 

Paulo Roberto Lopes Passos, o Paulo Curadô, como era tratado carinhosamente por meu saudoso pai, recordou que ali se hospedou por anos, durante o período em que trabalhava como propagandista de um laboratório farmacêutico. "Se hospedava no hotel e jogava snooker no bar do Seu Atílio", escreveu o Paulo. 

Dos personagens lembro pouco, mas do Hotel, e principalmente do hospital, lembro muito bem.

Adoniran Barbosa - No Morro da Casa Verde; vídeo


Adoniran Barbosa (1910 * 1982),
nome artístico de João Rubinato, foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversas personagens, entre as quais, Adoniran Barbosa, que acabou por se confundir com seu criador dada a sua grande popularidade. Adoniran ficou conhecido nacionalmente como o pai do samba paulista.
 

Miquinha versus Índia Amazonense

Noutra edição, narrei, neste mesmo espaço, a cabeçada que dei com o Miquinha, Valdeci Carvalho de França (foto), jogando futebol de areia, e que me deixou fora do ar, apesar de acordado, por quase 12 horas.

Desde então, nos tornamos bons amigos e temos nos encontrado com frequência, quase sempre em eventos esportivos.

Mas, o que nos tornou bons amigos foi um evento no qual fomos parceiros, no início dos anos 1990. Eu administrava a Rádio Colmeia e uma trupe de profissionais de luta-livre (aquela luta que é pura marmelada) chegou a Campo Mourão e contratou a emissora para divulgar, durante uma semana, a apresentação dos lutadores. 

Tudo acertado e eles pedem que encontremos alguém para desafiar a única lutadora do plantel, a Índia Amazonense. Depois de muito pensar, me lembrei dele e, junto com o Edir, até hoje funcionário da emissora, fomos até a casa do amigão para ver se ele topava a empreitada.

Relutou bastante, mas, apesar da merreca que receberia e do mico pelo qual passaria (a luta era combinada e ele teria que apanhar da profissional), topou participar.

Durante uma semana inteira, os lutadores frequentaram todos os programas da Colmeia e, em todos eles, a Índia provocava o Miquinha, afirmando que ele nunca mais se meteria com ninguém e que dificilmente aguentaria mais de um round.

Naquela época a Colmeia era líder de audiência com muita folga e por onde você andasse só se ouvia sobre o desafio do Miquinha. Imaginem o que ele aturou de brincadeira de seus amigos do Jardim Alvorada, onde ele morava então. 

No dia da luta, chegou ao ginásio de esportes e já se irritou na portaria quando não o reconheceram e o barraram por instantes, até que o liberássemos. Depois de liberado, barraram um amigo dele que afirmava ser o empresário do desafiante e que insistia em perguntar se o Miquinha tinha mesmo de apanhar.

Chegado o grande momento, a plateia estava dividida, metade torcendo pela lutadora e metade para o desafiante. Mal começa a luta e o Miquinha leva uma porrada da Índia, que sorri ironicamente para os assistentes. O 'negão' se enfezou e partiu para cima dela e se não é os demais lutadores apartarem, não sei não, se ele não estaria preso até hoje. 

Não me lembro bem, mas parece que ele perdeu o cachê. Nunca mais ouvimos falar da “invencível” Índia Amazonense. O que me incomoda, até hoje, é o sorriso vitorioso do empresário do desafiante na saída do ginásio. (Miquinha morreu assassinado em um bar, em agosto de 2009)

Publicado originalmente no semanário Entre Rios, em fevereiro de 2006

26 de agosto de 2020

Sérgio Miguel "Pako" Spilka - 1958 * 2020

Dias tristes, de despedidas, de lonjuras... 

Na segunda-feira, faleceu meu primo Ademar Issi, outro dia foi o Minhocão, noutro o Sidnei (das baterias, ex Auto Peças Aurélio) e assim vamos levando esses dias de pandemia. 

Isso sem falar dos dias sofridos acompanhando notícias de internamentos, que, graças a Deus, têm tido mais resultados positivos.  


Ontem foi dia de despedir do amigo de infância Pako (Sérgio Miguel Spilka), uma das pessoas com o melhor astral que já conheci. 

Faleceu de complicações cardíacas e pulmonares. Familiares e autoridades divulgaram que tinha sido por complicações do Covid-19, mas, posteriormente, confirmaram que exame oficial apontou que ele não teve a infecção do novo coronavírus. 

Lembro de nossa época no Colégio Estadual de Campo Mourão, nos anos 1970, quando eu desafiava sua memória. Creiam, ele sabia a placa de todos os automóveis da cidade (tá certo que naquela época nem eram tantos hehehe). Mais que isso, ele dava as características do veículo. Eu perguntava qual era a placa do carro de fulano e ele respondia sempre certo. Também podia desafiá-lo perguntando qual era a placa do automóvel daquele morador. Volta e meia eu anotava a placa de um desconhecido para provocá-lo e o danado já sabia. 

Grande Pako!

Jesse Cook - Luna Llena; vídeo


Jesse Arnaud Cook
é um guitarrista canadense


Luna Llena
é faixa do álbum Gravity, lançado em 1996.


Templo de bambu no México é exemplo de arquitetura sustentável; fotos


Construir de forma sustentável: este é um grande desafio dos nossos tempos, considerando que o setor da construção civil consta na lista dos campeões quando se fala em impacto ao meio ambiente. No entanto, as soluções existem e são abundantes na natureza. Para encontrá-las, basta um olhar atento – e, talvez, uma certa vontade de reconexão com a ancestralidade.


O Templo de Luum, na costa caribenha do México, caracteriza-se por sua harmonia entre espiritualidade e natureza. Localizado em um sítio arqueológico Maia, em uma área de conservação da mata nativa, ele foi todo construído em bambu. Para se chegar lá, só por meio de trilhas na mata.


O conceito por trás do projeto, desenvolvido pelo escritório de arquitetura mexicano CO-LAB, é o de “coexistência na dependência estrutural”. As abóbadas do templo se apoiam umas às outras: uma simbologia para reforçar a relação de interdependência na natureza e a importância da cooperação.


Ainda de acordo com a publicação, os arquitetos usaram um software que indicou aos arquitetos os pontos de fixação precisos.


O bambu é uma das alternativas preferidas de quem quer construir sem destruir o meio ambiente e os motivos para usá-los são muitos. Trata-se de um recurso renovável, ele absorve os gases do efeito estufa, o desperdício de material é mínimo e dispensa o uso de fertilizantes e pesticidas. Como se não bastasse, o bambu cresce em diferentes tipos de solo e de forma bastante rápida: mais de um metro por dia!

Do Green Me

25 de agosto de 2020

Handebol: Unidade Polo de Campo Mourão no Torneio Thales Maia, 1977

 Do álbum do meu mano Wander, foto de 1977 mostra equipes A e B do Colégio Estadual Unidade Polo, de Campo Mourão, que disputaram campeonato de handebol na cidade. 

Professor Ernani, já falecido, infelizmente, foi um dos pioneiros da modalidade em nossa Campo Mourão. 

Bons tempos esses em que se formavam duas fortes equipes de handebol em um mesmo colégio mourãoense. Tenho impressão que é o torneio Thales Maia, organizado pelo professor Idê (ouça áudio do professor comentando o evento no final da postagem).

Foto reúne boa parte dos principais atletas da segunda geração genuinamente mourãoense do nosso handebol. 

Muitos deles, por anos, representaram, muito bem!, nossa cidade nas mais diversas competições da modalidade. 

Marcelo é o atual secretário municipal de esportes. 


(em pé): Prof. Ernani (in memorian), João Barbosa, Marcelo de Oliveira Lima, Renato Fontoura (in memorian), Wander Ferreira Lima, Tony Heller, Homero Cordeiro, Roberto Pereira e Antônio Carlos Custódio
(agachados): Adilson Pagan, Luiz Cordeiro, Carlinhos Colchon, Ubirajara Rodrigues, Walcir "Dula" Ferreira Lima, Ubiraci Rodrigues, Luiz Arinos Scaburi, Jonas Rodrigues e Nelson Miaki




Roberto Carlos e Arlindo Cruz - O Homem

 Roberto Carlos é o REI!

Arlindo Domingos da Cruz Filho, mais conhecido como Arlindo Cruz, é um músico e compositor brasileiro de samba e pagode. Arlindo Cruz participou do grupo Fundo de Quintal.

O Homem, música de Roberto e Erasmo Carlos, é faixa do álbum Rotina, lançado por Roberto Carlos em 1973.


Pesadões (vexame do futsal nos Jap´s de 1986, em Paranaguá)

Defendendo as cores do futsal mourãoense apenas em uma oportunidade sofremos uma derrota por azar. Na decisão dos Jogos Abertos do Paraná (JAP´s), em 1987, aqui mesmo em Campo Mourão, quando perdemos por um a zero para Palotina.

Luiz Geraldo "Xaxo" Costa (in memorian), Fernando "Fernandão" Amaral de Barros, Nelson "Ticão" Bueno do Prado, Irineu Luiz "Luizinho" Ferreira Lima e Antônio Marcelo da Silva e Silveira
Paranaguá/1986 - Jogos Abertos do Paraná 

Todas as outras derrotas, por mais que tentássemos achar uma desculpa, aconteceram por mérito dos adversários e algumas vezes por incompetência nossa. 

Nos JAP´s de Paranaguá, em 1986, depois de classificarmos na primeira fase com certa facilidade, começamos a segunda com derrota para Palotina e enfrentaríamos a seguir a equipe de Londrina que já havia vencido os palotinenses. Para classificarmos para as semifinais seria preciso que ganhássemos com dois gols de diferença.  

Entre nós, os atletas, como motivação, a conversa era sempre que Londrina era muito forte, mas a diferença de gols não era difícil de conseguir. E não era mesmo! Mas o jogo começou e quem abriu uma diferença de dois gols foram os londrinenses, deixando-nos com uma missão, daí sim, praticamente impossível de alcançar. 

Perdemos o jogo (exatamente pela diferença que deveríamos fazer) e acabamos proporcionando um momento muito engraçado para o público que lotava o ginásio de esportes: falta contra nós, estou ao lado do árbitro orientando a armação de nossa barreira quando ouço o barulho de algo quebrando... era nosso banco de reservas que, não suportando o peso dos nossos suplentes, quebrou deixando todos de pernas para o ar, com exceção do Itamar Tagliari que foi rápido e se levantou antes que o Ticão e companheiros se estatelassem no chão.

Só não fiquei com mais vergonha porque já tinha sido obrigado a acompanhar o Tostão (Flávio, de Araruna), na sua primeira visita ao mar, estreando seu conjunto de bermuda preta com coqueirinhos brancos e camiseta regata branca com coqueiros pretos. É Mole?

Publicado originalmente no semanário mourãoense Entre Rios, em outubro de 2005

20 de agosto de 2020

Clube 10 Futsal nos Jogos Abertos de Campo Mourão - 1974

Do álbum do David Miguel Cardoso, foto mostra uma equipe que representou o Clube Social e Recreativo 10 de Outubro, na modalidade de futsal, em uma edição dos Jogos Abertos de Campo Mourão. 

Destaco a presença do Valternei de Oliveira, o Valtinho, que, muito novinho, pela primeira vez disputava uma competição adulta. E ele se saiu muito bem, craque que era. Infelizmente o filho do saudoso seu Marcolino morreu muito novo, em um acidente de carro quando retornava de Curitiba após assinar seu primeiro contrato como profissional na modalidade. O ginásio do Lar Paraná, palco de muitos jogos de futsal, leva seu nome. 

Eu, David, Renan, Getulinho e Tião Mauro por anos defendemos as cores do selecionado mourãoense de futsal, com destaque para o título dos Jogos Abertos do Paraná, de 1988, em Guarapuava. 

Regys, filho do David, e Marquinhos Tagliari também se destacaram com a Seleção de Campo Mourão. 

Nestor Fernandez, o Gringo, faleceu vítima de um infarto fulminante, em 2015, em Francisco Beltrão, quando atuava como massagista da delegação de Campo Mourão em mais uma edição dos Jogos Abertos do Paraná.  

Os Jogos Abertos de Campo Mourão era realizado anualmente, com diversas entidades, clubes e associações disputando as mais variadas modalidades. Bons tempos!

Clube Social e Recreativo 10 de Outubro
em pé (da esq. para a direita): Jair Fábio Lençone, David Miguel Cardoso, Irineu Luiz Ferreira Lima, Renan Salvadori, Getúlio Ferrari Júnior e Sebastião Carlos Mauro
agachados: Thiago Riva Ferrari, Regys Panceri Cardoso, Marcos Tagliari Bisol, Valternei de Oliveira (in memorian) e Nestor Fernandez (in memorian)
 

Neil Young - Harvest Moon; vídeo

Neil Young, anos 1970

Neil Percival Young é um músico e compositor de origem canadense, que fez sua carreira nos Estados Unidos. Conhecido por sua voz suave e suas letras pungentes, Young é uma lenda do rock americano, mas seu estilo musical também inclui o folk e o country rock, alternando com álbuns mais "pesados" em que algumas músicas se aproximam do hard rock, com guitarras "sujas" e longos solos improvisados com muita distorção. Seus shows são verdadeiras celebrações de rock usualmente acompanhado da banda Crazy Horse desde o início de sua carreira. Foi considerado o 17º melhor guitarrista do mundo pela revista norte-americana Rolling Stone.


Harvest Moon
é faixa e título de álbum lançado em 1992.
 

Conheça os benefícios dos carboidratos que não devem ser “cortados” da dieta

Carboidratos não são só pães, massas e bolos, mas também a lentilha, feijão e grão-de-bico| Foto: Pexels

Falar em cortar os alimentos ricos em carboidratos virou lugar-comum entre quem busca emagrecer ou começar uma dieta mais restritiva. Esse, no entanto, é um erro cometido por quem acha que apenas pães, massas e bolos sejam as fontes desse nutriente.

Classificados de acordo com o índice glicêmico (IG), ou a velocidade com que aquele carboidrato é absorvido e altera a taxa de açúcar (glicemia) no sangue, são divididos entre os de alto, médio e baixo IG. Pães e batata inglesa, por exemplo, possuem um alto índice glicêmico, que representa uma rápida absorção, com um pico de glicemia. Isso explica porque a fome volta muito rápido depois de uma refeição rica em alimentos com essa característica.

No caso da batata-doce e a lentilha, que são de baixo índice glicêmico, a absorção é mais lenta pelo organismo, o que leva mais tempo até o açúcar atingir o pico no sangue. Por isso mesmo que a fome, ao contrário dos alimentos com alto IG, demora a chegar.

"Carboidratos complexos [com baixo índice glicêmico] têm uma função, um jeito de usar. E os carboidratos simples [com alto índice glicêmico] tem uma tendência de se falar mal. Não existe o 'mal', mas sim o mais adequado para aquele momento", esclarece Lili Purim Niehues, nutricionista esportiva da Associação Brasileiro de Nutrição Esportiva.

A nutricionista lembra que os carboidratos garantem energia ao organismo, e são reforçados por quem pratica exercícios físicos. Ainda assim, não devem ser usados apenas entre os fisicamente ativos, mas por todo mundo. "As pessoas fazem dietas restritivas e treino forte, então o rendimento é pífio, porque reduzem os carboidratos", explica.

Baixo índice glicêmico

Confira abaixo uma seleção de alimentos representantes dos carboidratos, mas nem sempre lembrados, com um baixo índice glicêmico:

Feijão

Um dos alimentos mais básicos da dieta do brasileiro, presente em quase todos os almoços do país, ao lado do arroz, é o feijão.

Além de ser fonte de carboidrato de lenta absorção, uma xícara de feijão contabiliza cerca de 22 g de carboidrato, 7 g de proteínas e 8 g de fibras. Ainda traz diversas vitaminas e ferro.

Lentilha

A lentilha pode ser uma opção para quem não gosta de feijão. "As leguminosas são ricas em proteínas", avalia a especialista. É fonte também de magnésio, cálcio, potássio e ácido fólico.

Grão de bico

O grão-de-bico é geralmente um aliado das dietas, já que sua utilização é associada ao controle de peso, principalmente por ser um alimento com baixo índice glicêmico.

Ele ainda participa na produção de serotonina, que o hormônio responsável pela sensação de satisfação. O alimento também possui fibras, cálcio, ferro, vitamina C e magnésio.

Arroz Integral

A versão integral é mais saudável que a branca. Um dos motivos para isso é porque o arroz integral mantém a casca, o que não só garante uma quantidade maior de fibras, mas protege os nutrientes do grão. Além de proteínas, vitaminas e minerais, o alimento é rico em antioxidantes.

Aveia

Aveia é um dos ingredientes mais versáteis para completar a alimentação. Com um sabor neutro, pode integrar pratos doces ou salgados, sendo encontrado em flocos finos ou grossos. Uma xícara de aveia em flocos possui 27 g de carboidrato, 5 g de proteína e 4 g de fibra. É também rica em cálcio, ferro e vitaminas do complexo B.

Milho

Outro alimento bastante popular no país, o milho é fonte de carboidratos complexos, ou com baixo índice glicêmico. O milho-verde cozido apresenta uma boa quantidade de fibras, o que ajudam a saciar a fome por mais tempo. Também traz vitamina B3, C, E, ácido fólico e potássio, além de antioxidantes.

Cevada

Mais um alimento rico em fibras, que auxilia na regulagem de colesterol e do açúcar no sangue, além de dar uma boa sensação de satisfação. Contém cálcio, magnésio e selênio. Assim como a aveia, pode ser utilizada em vitaminas e no mingau.

Beterraba

Uma xícara de beterraba possui 13 g de carboidrato e contém vitamina A, C, cálcio, potássio e ácido fólico. "A beterraba tem índice glicêmico mais baixo que a cenoura, mas as pessoas confundem, acham que ela é doce e não a consomem. Ela é ótima para a saúde, inclusive para treinamentos", explica a nutricionista. O vegetal ainda apresenta nitratos inorgânicos que ajudam a baixar a pressão arterial.

Batata-doce

Alimento que ficou popular nos últimos tempos, principalmente entre quem realiza exercícios físicos, a batata-doce fornece boa energia por ser um alimento de baixo índice glicêmico. Assim, não causa um pico de açúcar no sangue.

Além de versátil para o consumo, também é fonte de potássio e vitaminas A e C. A batata-doce roxa ainda conta com antioxidantes. 

Maçã

Frutas também são ricas em carboidratos, ao mesmo tempo em que trazem diversos outros benefícios, como vitaminas e minerais. A maçã é fonte de fibras, além de vitaminas A e C e potássio. Uma fruta de tamanho médio possui em torno de 25 g de carboidrato.

Banana

A banana é muito similar a maçã em números. Em tamanho médio, são 26 g de carboidratos aproximadamente, além de vitaminas A e C e fonte de potássio e cálcio. Devido a esses elementos, faz bem para o sistema cardiovascular.

Pipoca

Além de ser um alimento que pode ser consumido em uma dieta saudável, a pipoca é um ótimo lanche com baixas calorias. Mas os benefícios são restritos àquelas feitas em casa, com pouca gordura. Possui bastante fibras, além de uma pequena quantidade de vitamina B, potássio, fósforo, zinco e magnésio."


Do Sempre Família/Gazeta do Povo

18 de agosto de 2020

Walmir com tio Tufic. Campo Mourão, anos 1970

Foto dos anos 1970 mostra meu irmão Walmir ao lado do saudoso tio Tufic, mano mais novo da minha mãe.

Jorge Tufic Abraão faleceu em 2018 e deixou como legado sua sabedoria, bondade e um enorme amor e respeito para com a família. Essa última, uma marca/qualidade em quase todo o povo de ascendência árabe. 

Walmir é professor de educação física e atualmente está diretor da Escola Municipal Urupês, em Campo Mourão. 

Foto mostra eles posando em residência de nossa família, construída com o suor dos Ferreira Lima, bem no centro da cidade, na avenida Manoel Mendes Camargo. Ao fundo, naquelas árvores, atualmente é o residencial Alberto Spilka.  

Jorge Tufic Abraão (sempre na memória) e Walmir Ferreira Lima
Campo Mourão/PR anos 1970