16 de julho de 2020

Jair Ferreira de Almeida - 1967 * 2020

Dias malucos, doloridos... No domingo (12) pela manhã fui surpreendido com a notícia do falecimento do amigo Jair Ferreira de Almeida. 

Uma amizade recente, de poucos anos, mas que ficou marcada pela espontaneidade, inquietude e intensa dedicação em tudo que ele participava. 

Conheci ele no Clube dos Trinta, um local marcado pela forma voluntária como todos ali participam, seja nas competições ou na organização do local, e o Jair ali chegou, ocupou seu espaço e deixou sua marca com muito amor pelo que fazia. Sem ninguém pedir ele virou um verdadeiro braço direito do presidente e estava sempre à frente organizando nossos campeonatos e participações em eventos da cidade. E o danado, além de tudo, ainda jogava muito bem futebol e no Truco era um ''ladrão'' que só ele.

E, pelo que sei, era assim também na associação recreativa da empresa em que trabalhava, na Maria Macia. 

No sábado me diverti com vídeo em que ele e amigos concluíam reparos dos danos causados pelo ciclone bomba no nosso Clube. No domingo perdi o chão com a notícia que um infarto tirou ele de nós e, principalmente, da bela família que formou com a Dione. Meus sentimentos a toda a família. 

Jair com a linda filha Ana Maria

Confesso que não consigo participar dos eventos (velório e sepultamento), fico sem chão e demoro uns dias para reagir. Sofro com a 'partida de conhecidos'. De amigos e parentes morro um pouco junto. Talvez, por isso, só agora consigo escrever sobre ele e mesmo assim não consigo encontrar as palavras certas para demonstrar o quanto eu o queria bem. 

Uma certeza: Estará para sempre em nossas memórias. Paz!

Marty Balin - Hearts; vídeo


Marty Balin
, nome artístico de Martyn Jerel Buchwald (Cincinnati, 30/01/1942 — Tampa, 27/09/2018) foi um cantor dos Estados Unidos, conhecido por ter sido fundador e vocalista da banda Jefferson Airplane. Morreu no dia 27 de setembro de 2018 aos 76 anos.


Hearts
é faixa do primeiro álbum solo dele, intitulado Balin, lançado em 1981. 


Se 'metidando e quebrando a cara' com a Associação Tagliari na Comcam

Na primeira vez que disputei um campeonato adulto de futebol de salão (futsal), pela Associação Tagliari, tive a felicidade de ser campeão paranaense.  

Conquistamos, de forma invicta, a Taça de Paraná, jogando contra as seis principais equipes do estado, em Paranavaí, em 1979. 

Eu era o mais novo da turma e, por isso mesmo, era protegido por todos. Jogar ao lado do Carlão Tagliari, Ione Sartor, Ivando “Rancho” Capato, Beline e Gilmar Fuzeto fazia com que as difíceis vitórias daquele campeonato não parecessem tão difíceis assim. E, isso, inflava ainda mais o meu ego, que não era pequeno!   

Já era difícil me aturar pelo simples fato de jogar pelo Tagliari, imaginem campeão paranaense! 

Amigos me diziam que eu jogava bem (confirmando o que eu também pensava! Sentiram a metidez?).

Logo após nossa conquista, um torneio foi realizado em Araruna, aberto à participação de municípios da Comcam. 

Para quem tinha vencido a Demafra de Paranavaí, a Valmar de Maringá, o Clube dos Oficiais de Curitiba seria fácil ganhar das pequenas cidades vizinhas, assim pensei, e seria boa oportunidade para mostrar toda a minha qualidade. 

Na verdade, o evento era para mostrar ainda mais o Tagliari para região. Seria realizado de forma eliminatório para que um número maior de equipes jogasse contra nós. 

Na quadra descoberta do único Clube de Araruna enfrentaríamos, na estreia, o time de Quinta do Sol. 

Entro no vestirário errado e noto que alguns adversários usam tênis inapropriados para o futsal e, absurdo e engraçado, amarram o cadarço na canela.

Lógico que não gozei deles, mas no nosso vestiário não parava de ironizá-los. 

A torcida, que se espremia em volta da quadra, era toda para o adversário, que de cara abriu o placar. Com muito esforço, empatamos. Eles desempataram, nós empatamos. E foi assim até o final do jogo. Eles passavam na frente – sempre com gol daqueles que amarravam o cadarço na canela – e nós sofríamos para empatar. No final, vitória deles, por quatro a três, para delírio da maioria. 

Nunca mais julguei ninguém pela maneira de se trajar.

No final daquele ano, 1980, nos sagramos bicampeões paranaenses invictos.

Associação Tagliari - Campeão Taça Paraná 1979 - Em Paranavaí
em pé (da esq. para a direita): Seu Értile (in memorian), Itamar Tagliari, Alceni "Gastão" Brandt, Ivando "Rancho" Capato, Ione Paulo Sartor e Pedro Ivo Szapak
agachados: João Miguel Baitala (in memorian), Paulo Gilmar Fuzeto (com Carlinhos Tagliari), Irineu Luiz "Luizinho" Ferreira Lima, Carlos Álvaro Tagliari (com Flavinho Tagliari) e Álvaro "Careca".


Publicado originalmente no semanário Entre Rios, em outubro de 2005

14 de julho de 2020

Niver da 'minha' Elvira Schen - 60 anos

Com filhas e netos - 2018 

Hoje tem comemoração aqui em casa. Elvira comemora 60 anos. Por três meses ela fica um pouco mais velha que eu. 

A comemoração será a dois, mas gostaria muito que toda a família pudesse estar aqui reunida para dar a ela a festa que muito merece. Mas assim que passar essa crise da saúde faremos uma festona para comemorar todas as datas que ficaram para trás.

Fazendo as contas aqui e percebi que já são 44 aniversários que passamos juntos. Mais uma marca para comemorarmos.  

Elvira Schen e Luizinho Ferreira Lima - 1976





Patty Labelle - Your Are My friend


Patricia Louise Holte (Filadélfia, 24/05/1944), mais conhecida pelo seu nome artístico Patti LaBelle ou como "A Madrinha do Soul", é uma cantora, compositora e atriz estadunidense, com mais de 50 anos de carreira.


You Are My Friend é faixa do álbum Patti Labelle, lançado em 1977.

Menina de 8 anos aprende língua de sinais para cumprimentar seu entregador favorito


Com a necessidade de isolamento exigida durante a pandemia da Covid-19, a família da pequena Tallullah Roberts começou a receber mais encomendas que o normal e isso fez com que a menina de 8 anos visse os mesmos entregadores chegando à sua casa diversas vezes. No entanto, ainda que um deles sorrisse e fosse bastante simpático ao deixar os produtos, o homem nunca falava com a família, e a garota entendeu o motivo.

"Ela percebeu que eu era surdo e me surpreendeu ao fazer os sinais de 'tenha um bom dia' para mim”, contou o motorista Tim Joseph à BBC. Durante a entrevista no início deste mês, ele afirmou que Tallulah teria aprendido os gestos durante algumas aulas da escola e que a atitude dela havia transformado seu dia. “Fiquei muito feliz”, afirmou o morador de Ashton-under-Lyne, no Reino Unido.

Só que ele não esperava que a mãe da garota filmaria o cumprimento inesperado da filha e publicaria as imagens nas redes sociais, comovendo usuários de todo o mundo. “Fiquei chocado quando vi milhares de pessoas gostando e dizendo obrigado”, afirmou o homem, ao citar que a publicação no Twitter da inglesa Amy Roberts recebeu mais de 56 mil curtidas e quase 10 mil comentários em poucos dias.



8 de julho de 2020

Vídeo: Grêmio Londrinense 3, Coamo Futsal 2 (Paranaense de Futsal 1995)

No canal do Sport Video Mídia no YouTube encontrei esse vídeo com os gols da vitória do Grêmio Londrinense sobre a Coamo Futsal (3 a 2), em partida válida pelo Campeonato Paranaense de 1995. 

O vídeo mostra gols do Sandrinho Davanço e do Ferruginha. 

Luiz Geraldo Costa, o Xaxo (sempre na memória) 

Destaque para entrevista com o saudoso goleiro Xaxo defendendo a equipe mourãoense. Ele faleceu recentemente ainda muito novo. Numa enquete realizada pelo Blog do Ilivaldo, Xaxo foi eleito como o melhor goleiro da história de Campo Mourão.   

A equipe londrinense acabou com o vice campeonato naquele ano (Clube Curitibano, o campeão).

Tina Turner - Simply The Best; vídeo


Tina Turner
(nascida Anna Mae Bullock; 26/11/1939) é uma cantora e atriz norte-americana (ela tem cidadania suíça). Com mais de 100 milhões de discos vendidos, ela é tratada como a Rainha do Rock 'n' Roll.


Simply The Best
é faixa do álbum Foreign Affair, lançado em 1989.

5 tipos de plantas que filtram o ar e aumentam o bem-estar; fotos

Foto: divulgação

Conexão com a natureza é fundamental para manter a saúde física e emocional

Você sabia que a qualidade do ar é fundamental para manter a saúde e prevenir doenças? Viver e trabalhar em locais fechados podem causar dores de cabeça, irritação nos olhos e alergias. Uma alternativa para evitar desconfortos e elevar o bem-estar em casa ou no escritório é ter plantas naturais no ambiente.

Algumas espécies de plantas podem ajudar a manter o ar puro, como Samambaia e Lírio da Paz. O engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, explica que o gás carbônico e outros componentes tóxicos podem ser removidos pelas raízes das plantas ou por microrganismos que vivem em torno das raízes. 

“Ambientes internos estagnados ou com ar condicionado permitem que os poluentes se acumulem em quantidades maiores. Através do processo de fotossíntese, as plantas absorvem o dióxido de carbono (CO2) e liberam oxigênio (O2)”, acrescenta o especialista da Ecotelhado, empresa especializada em Design Biofílico e infraestrutura verde.

Confira 5 tipos de plantas que ajudam a filtrar o ar:

Aloe Vera 

Também conhecida como Babosa, é uma espécie de planta suculenta.

Antúrio

É uma linda planta que se dá bem em jardins verticais e são eficientes na purificação do ar. 

Gerbera

Ajuda a eliminar resíduos de cigarros, por exemplo. Converte gás carbônico em oxigênio durante a noite.

Lírio da Paz

Uma espécie que gosta de sombra e, por isso, pode ser usada em paredes verdes ou em vasos dentro de casa. 

Samambaia Boston

Atua contra poluentes do ar e auxilia a umidificar o ambiente.

Fonte: TopView

7 de julho de 2020

Compartilhe em vida o que há de melhor em você! vídeo


Já a algum tempo tenho esse vídeo aqui comigo e volta e meia eu o revejo. Hoje compartilho por que entendo que as curiosidades sobre o Mar Morto são muito interessantes e reveladoras e, principalmente, pela mensagem final. 

Seja um agente de compartilhamento de Deus na Terra. Não retenha. Compartilhe coisas boas. Compartilhe em vida o que há de melhor em você. 

Preciso de ajuda para identificar o narrador/apresentador, que é de uma competência sem igual. 


Dua Lipa e Calvin Harris - One Kiss; vídeo

Dua Lipa é uma cantora, compositora e modelo britânica. Depois de trabalhar como modelo, ela assinou contrato com a Warner Music Group em 2015 e lançou seu álbum de estreia homônimo em 2017.


Adam Richard Wiles, mais conhecido pelo seu nome artístico Calvin Harris, é um produtor, músico, letrista, cantor, compositor e DJ escocês.

"One Kiss" é uma canção de Calvin Harris e Dua Lipa. A canção foi lançada em 2018 e posteriormente foi incluída na reedição do primeiro álbum de estúdio de Lipa, Dua Lipa: Complete Edition.

Seu Schen, o japonês voador e os não seminaristas (quase cafajestes)

Há poucos dias publiquei novamente a postagem sobre ''arte'' do Marquinhos Pelisser durante viagem de volta dos Jogos Regionais de Goioerê. 

Lembrei dessa outra passagem, que conto abaixo, que na época me pareceu divertida, mas hoje acho cruel. Sacanagem das maiores que fizemos (não fui eu que tranquei a porta, mas poderia ter aberto) com um atleta do nosso atletismo.   Também já publicada aqui no blog com outro título.

Alcyr Costa Schen
1981
Nos anos 1970/80, agosto era o mês dos Jogos Regionais de Goioerê, que aconteciam durante as comemorações do aniversário daquela cidade.

Vivenciei, ali, momentos divertidos de conquistas e de derrotas, algumas inesperadas, outras anunciadas.

Os jogos contavam com a participação de quase todos os municípios da região e de alguns mais distantes, como Cascavel e Toledo.

Jogando handebol foi que participei pela primeira vez do evento. 

Meu saudoso sogro, Alcyr Costa Schen, era o Secretário de Esportes de Campo Mourão e chefe da nossa delegação. Recordo-me muito bem do discurso dele: "Não espero um grupo de seminaristas, mas não quero ver comportamento de cafajestes na nossa delegação", disse o Seu Schen. 

Frase foi dita logo ao chegarmos em Goioerê, exigindo que nos comportássemos como atletas e respeitássemos os horários estipulados para as refeições e principalmente os de dormir.

Na delegação de atletismo, que dormia no mesmo alojamento que nós, havia uma grande esperança de medalha nas provas de 100 e 200 metros rasos: o Ligeirinho, um “japonês” que fazia jus ao apelido, era muito rápido e não parava nunca. 

Nem mesmo dormindo ele ficava quieto, levantando várias vezes para ir ao banheiro. Numa dessas saídas, alguém trancou a porta por dentro e ele, preocupado em não fazer barulho, lembrando do apelo do Seu Schen, sussurrava para que alguém abrissem a porta.  Acabou dormindo encostado no batente da porta. 

Pela manhã “ninguém” entendia o seu fraco desempenho nas provas, ficando longe das primeiras colocações. 

Nos anos seguintes ele se recuperou e ganhou muitas medalhas para nossa cidade. Nunca mais dormiu com outra modalidade que não fosse a do atletismo. 

De meados dos anos 1970, Seu Schen me entregando um troféu de artilheiro de um campeonato realizado na Cancha Tagliari. 

Infelizmente não sei o nome e nem tenho fotos do Ligeirinho. Hoje tenho certeza que não respeitamos o pedido do Seu Schen nesse episódio. 

Publicado originalmente no semanário mourãoense Entre Rios, em setembro de 2005

3 de julho de 2020

O vírus da idiotice, por Osvaldo Broza

Jim Carrey no filme Debi & Lóide - foto ilustração

Dia desses postei a seguinte frase no meu facebook: "Ninguém nasce idiota, mas muita gente se especializa nisso durante a vida...". Devo te-la visto em algum lugar (não sou capaz de tamanha criatividade!) e compartilhei. Teve quem achasse que eu estava de mau humor, outro pensou que estava me referindo ao momento político por qual estamos passando e teve quem vestiu a carapuça. Mas afirmo que foi apenas por que achei criativa e bem humorada. Uma boa 'tirada'. 

Meu amigo Osvaldo Broza aproveitou a deixa e enviou a crônica abaixo sobre o mesmo tema (idiotice). Aproveitando que ontem um site publicou um absurdo (ou seria idiotice?) sobre a administração municipal (que teria, a prefeitura mourãoense, recusado respiradores artificiais ofertados pelo Governo Federal) compartilho o texto do marido da Malu. Alguns destaques em negrito são por conta desse blogueiro. 

O Vírus da Idiotice


Há algum tempo venho evitando participar de discussões nas redes sociais. Não discuto nem sobre o que eu mesmo escrevo. Bastam as que eu já tenho – em casa – por força do isolamento social. Né, Malu?

Dias desses me chamaram de um monte de coisas, só porque contei que assistia ao Big Brother. Idiota foi pouco. Será que mereci? kkk

Os internautas, em grande parte, andam com os nervos à flor da pele, e por qualquer divergência de ideias ou preferência política chamam seus opositores (?) de imbecis, idiotas...e de outros adjetivos de menor qualificação. E de maior intensidade provocativa, o que leva até amigos a se digladiarem em níveis bem abaixo de um padrão razoável.

É o espaço mais democrático que existe, que dá liberdade pra todo mundo – de diferentes classes sociais – de se expressar e debater os mais diferentes assuntos. Só que alguns extrapolam os limites dessa democratização, trocam o debate pelo combate e exageram na liberdade (?) de expressão. 

Nas discussões políticas, em específico, principalmente quando há oposição inconsequente e puxa-saquismo exagerado o clima se eleva e o nível abaixa

Será que tudo isso é reflexo de uma sociedade que desaprendeu a discutir ideias, prefere o confronto, a radicalização, como diz o cronista esportivo Tostão em sua coluna no Uol? 

Na mesma matéria ele sugere que o técnico Tite (da Seleção Brasileira) deveria refletir e conversar pela internet com pessoas que não pensam como ele (o técnico). Coitado do Tite! Seria a maior saraivada de idiotas que se tem notícia.  

Há algumas semanas, apenas para corroborar e porque foi o gancho para este meu texto (acender brasa já apagada, como diz um amigo meu), um apresentador de TV de Campo Mourão disse em seu programa que: “...Discussões em redes sociais é igual a participação em paraolimpíadas. Você pode até ganhar, mas continua deficiente...”.

Nada a ver (não é haver, pelo amor de Deus!) com a emissora dele, mas a comparação mais justa seria com a imprensa marrom/sensacionalista/picareta que, assim como acontece nas redes sociais, também desrespeita a ética, manipula notícias e exagera na divulgação de fatos e acontecimentos sem compromisso com a verdade. 

Ele próprio reconheceu o erro, pediu desculpas, mas as redes sociais não o perdoaram. Assim como aconteceu comigo – e pode acontecer de novo com esta crônica – idiota foi pouco. 

Acho que, se ele pudesse voltar atrás, a comparação seria bem diferente: ...Nas paraolimpíadas você pode até perder, mas continua vencedor. Nas redes sociais você pode até ganhar, mas continua idiota...

Pois, enquanto nas redes sociais – via de regra - não se respeitam opiniões contrárias, porque a verdade de cada um é absoluta e não se pode contestá-la, nas paraolimpíadas respeitam-se uns aos outros, porque todos sabem quão espinhoso foi o caminho de cada um. 

Enquanto as redes sociais compartilham mentiras, as paraolimpíadas compartilham a verdade da vida. Doída para quem assiste, porém consagradora para quem participa. 

Enquanto nas redes sociais se expõem grandeza e ostentação, nas paraolimpíadas há grandeza na ostentação: das conquistas, do esforço incomum, da superação, da fé ilimitada do homem.

Ah! Que bom seria se o vírus da idiotice recebesse uma mutação e se transformasse no vírus do amor, da compaixão, da fraternidade e do respeito. Talvez este vírus retirasse o véu que cobre os olhos dos mais egocêntricos e fizesse com que todos enxergassem, em plenitude, o sabor da conquista na superação dos desafios vindouros, no atleta, a sua luta interna, no internauta, o respeito e a democratização.

Osvaldo Broza

Torcedor do Santos FC, Osvaldo Broza foi membro da Academia Mourãoense de Letras (até 2016). Ele sabe retratar causos do nosso dia-a-dia como poucos.

Rory Gallagher - Shadow Play; vídeo


William Rory Gallagher
(1948 – 1995) foi um multi-instrumentista, compositor e produtor de rock e blues irlandês. 

Gallagher recebeu um transplante de fígado em 1995, mas morreu de complicações no final daquele ano em Londres, aos 47 anos de idade. 


Shadow Play
é faixa do álbum Photo Finish, lançado em 1978.  


Santo Antonio e o 'xume de beia oropa'

Antonio Ferreira é uma das figuras mais animadas e folclóricas do esporte mourãoense, onde é conhecido como Santo Antonio (o Antonho do título é por minha conta). 

Luizinho Ferreira Lima e Antonio Ferreira, o Santo Antonio
Campo Mourão/PR - 1985

Por muitos anos ele foi nosso companheiro no futsal, onde ele sempre participou como massagista, roupeiro, motorista e, até mesmo, jogador. Figura ímpar, ele sempre está à disposição dos amigos.

Todo o período que jogamos pela Fertimourão, ele foi nosso braço direito e, mesmo sem entender quase nada de massagens, era nosso massagista e companheiro de muitas risadas nas várias viagens que fizemos pelo Estado.

Nele, o mau humor só surgia após nossas derrotas, e como jogávamos para nos divertir, a cara feia durava pouco tempo.

Pau para toda obra, nada o incomodava. Sua única dificuldade sempre foi com a língua portuguesa.

Marcelo Silveira e
Tauillo Tezelli - 1985


Marcelo Silveira e Renan Salvadori - dois amigos com a maior presença de espírito que já vi - sempre estavam brincando com as frases do Santo Antonho.

Renan Salvadori e
Getulinho Ferrari
1988


Jogando truco o que mais nos divertia não era ganhar dele, mas sim, ouvi-lo mandar embaralhar o baralho: “Baraia o baraio”, dizia ele, e caíamos na risada.

Mas a pérola maior ele soltou numa viagem para Pato Branco, quando uma pedra arrebentou o pára-brisas dianteiro de nosso carro e nos obrigou a dirigir alguns quilômetros sem o dito cujo e com todos os vidros laterais fechados.

Todos calados, atentos com o que poderia acontecer, apesar de seguirmos em baixa velocidade, quando o Santo Antonio manda uma frase sensacional:

   - “Já pensou se damos de frente com um Xume de Beia Oropa”.  

Foi preciso que o Renan traduzisse para entendermos que ele queria dizer “Enxame de Abelha Europa”.

A verdade é que ele é um massagista apenas razoável, um bom jogador de truco e a pequena dificuldade com o português nunca o impediu de fazer novas amizades, o que lhe faz muito especial e um grande Amigo (com “A” maiúsculo). 

Publicado originalmente no semanário mourãoense Entre Rios, em janeiro de 2006


29 de junho de 2020

Caxinha, Nelson Galbier e Tadeu Nunes, pioneiros bons de bola

Foto de 1973 mostra três grandes amigos, pioneiros mourãoenses, bons de bola e todos torcedores do São Paulo FC. Infelizmente todos já falecidos. 

Meu saudoso pai Irineu Ferreira Lima, o Caixinha, como era mais conhecido, nos deixou há pouco mais de um ano. Ele chegou em Campo Mourão em 1958. Aqui formou sua família e atuou a vida inteira como eletricista de automóveis. 

Nelson Galbier chegou em Campo Mourão nos anos 1970, onde atuou por anos como gerente da agência do Bradesco na cidade. Após deixar o banco, Nelson e família atuaram como produtor rural. 

José Tadeu Nunes, pai do atual deputado estadual e Secretário do Estado do Paraná Márcio Nunes, era natural de Castro e aqui chegou em 1952. Casou e teve três filhos com Arlete Kloster. Sua vida profissional foi marcada principalmente atuando junto ao grupo Trombini, onde começou como office-boy e tornou-se um dos diretores da empresa, que atuava principalmente na revenda autorizada de automóveis e máquinas agrícolas.

Tadeu, o mais novo deles, foi o primeiro dos três a chegar em Campo Mourão e, infelizmente foi o primeiro a nos deixar. Ele faleceu em 1986, aos 44 anos, fazendo uma das coisas que mais gostava, jogando futebol suíço no Country Clube, em Campo Mourão.  

Irineu Ferreira Lima, Nelson Galbier e José Tadeu Nunes
Campo Mourão/PR - 1973