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5 de agosto de 2014

Luiz Carlos Beccari - 1956 * 2014

Luiz Carlos Beccari - 1956 - 2014
Faleceu ontem em São Paulo o meu amigo Luiz Carlos Saraiva Beccari, o Gordo. Ele estava lutando contra uma leucemia e infelizmente foi vencido aos 59 anos.

Gordo foi empresário em Campo Mourão nos anos 1970, onde ao lado da família foi representante da Chrysler para nossa cidade e toda a região. Foi também um grande incentivador do futsal mourãoense. 

Ao lado de grandes amigos, joguei no Beccari Futsal, disputamos campeonatos municipais e conquistamos um vice campeonato paranaense juvenil em 1977 com a equipe logo baixo.

No final dos anos 1970, Luiz Carlos e família se mudaram para Cuiabá, onde entrou para o ramo das telecomunicações e se tornou um dos maiores empresários do estado, dono de várias retransmissoras da Rede Bandeirantes de Televisão e várias emissoras de rádio. 

Na última vez que nos falamos, via telefone, ele procurava alguém para gerenciar uma FM sua em Maringá. Descanse em Paz!

Beccari Futsal - Campo Mourão/PR - 1977
em pé (da esq. para a direita): Beline Fuzeto, Gilmar Fuzeto, Gilberto Palaro, Sebastião Mauro, Marcelo Silveira, Luizinho Ferreira Lima e Luiz Carlos Saraiva Beccari (in memorian)
agachados: Henrique Galbier (in memorian), Renato Silva, Pedrão Galbier, Tauillo Tezelli, Romeu da Silva (Casablanca Videolocadora) e David Miguel Cardoso 



3 de dezembro de 2013

Tio Miguel - Um Piá de Primeira. Por Osvaldo Broza

Tio Miguel e a esposa, dona Íria
Neste domingo, dia 1º, aos 93 anos, faleceu Miguel Antunes de Oliveira, o Tio Miguel, pioneiro mourãoense que aqui chegou em 1958. Publico abaixo, crônica que o Osvaldo Broza escreveu para homenageá-lo no seu 90º aniversário. 

TIO MIGUEL – UM PIÁ DE PRIMEIRA 

Com o filho Adoniran
Miguel Antunes de Oliveira, o Tio Miguel, como é mais conhecido, completou noventa anos esta semana (29/09) e recebeu merecida homenagem em concorrido jantar. O amplo salão da Churrascaria do Laurinho ficou pequeno com a presença de aproximadamente 150 pessoas, entre amigos, fãs e admiradores desse ilustre pioneiro mourãoense. 

Tio Miguel, filho de Alcídia Gonçalves e Praxedes Antunes de Oliveira, nasceu na Cidade de Tangará, SC, em 1920, e veio pra Campo Mourão em 1959, para ser sócio da Ferragem Casali, junto com o seu concunhado Aldo Casali e Sérgio Luiz Pancieri, onde ficou até se aposentar, em 1982. Casou-se em 1944, com Dona Iria, que faleceu em 1981. Tem um único filho, Adoniram; uma neta, Andréa; e três bisnetos, Maria Elisa, Murilo e Breno. 

Com o cantor Nelson Gonçalves, no tradicional
Baile da Boêmia no Clube Mourãoense
Tio Miguel é uma pessoa que todo mundo gosta, admira e respeita, em qualquer faixa de idade. Brincalhão, sempre bem humorado, saúda a todos com uma particularidade ímpar, procurando elevar o astral das pessoas e do ambiente. – Eu já estava bem, mas agora, na presença dessa piazada de primeira, me sinto melhor ainda -, costuma dizer quando chega numa roda de amigos. Em seu aniversário de noventa anos, não foi diferente. Quando fui cumprimentá-lo, e ao perguntar-lhe como estava, respondeu-me com o alto astral que lhe é peculiar: - Melhor agora, com a tua presença. 

Bastante participativo, ele já foi diretor dos clubes 10 de Outubro e Mourãoense, membro do Lions Club desde 1972, fez teatro, compôs o Coral Canto e Cultura desde a sua fundação (abril de 1991) e foi presidente da Associação dos Pioneiros de Campo Mourão. Foi, também, por muito tempo, Juiz de Paz. 

Tive a honra em entrevistá-lo, em 2004, para o extinto Jornal Entre Rios, com o título e os dados acima. Transcrevo parte dessa entrevista, como mais uma homenagem deste seu fã incondicional, e para que todos saibam por que ele é tão respeitado e admirado. 

Tio Miguel e Professor Ephigênio
- Qual o segredo da sua longevidade com tanto vigor e lucidez?

- Acho que é hereditário. Meu pai morreu ainda novo, de acidente, mas minha mãe viveu mais de 90 anos. Hoje somos em 6 irmãos – eu e 5 irmãs -, a mais nova tem 79 e a mais velha já passou dos 90. Tudo piazada.

-O Senhor fuma e bebe?

- Não fumo, mas bebo as minhas pinguinhas. E vinho em todas as refeições. 

-Porque todo mundo gosta do Sr?

- Talvez pelo meu jeito de ser. E porque tive uma meninice muita boa, uma educação de primeira. Aprendi desde cedo a respeitar e a tratar bem as pessoas. 

-O Senhor mora em Campo Mourão desde 1959. Nunca pensou em sair daqui?

- Não. Já tive propostas, mas nem pensei no assunto. Não saio daqui de jeito nenhum. 

-Por quê?

No Lions, com o Professor Ephigênio,
Mario Ramos e Massaia Kono
- Pela qualidade de vida. A maneira de se viver em Campo Mourão não existe em lugar nenhum do mundo.

-A sua esposa faleceu em 1981 e o Senhor não se casou mais. E namorar...o Sr. namora?

- Claro que eu namoro. E até “ficar”, como dizem os mais jovens, eu fico de vez em quando (risos).

-O Sr. nunca pensou em ser político?

- Já me convidaram diversas vezes, mas nunca quis. Não tenho nada contra os políticos, mas nunca pretendi ser um deles. 

-O Sr. é um homem de muita cultura. Como se explica isso se tem apenas o terceiro ano primário?

- Eu nunca deixei de ler e estudar. Gosto de conversar, de aprender, de ouvir histórias, de contar histórias.

- O Sr. tem alguma pra contar?

- Tenho: eu trabalhava na firma Fuganti e Cia, em Tangará, na década de 40. Num determinado dia recebi um bilhete de um cliente, que não lembro mais o nome, mais ou menos assim: “Seu Miguel, me mande 1o2 saco de cal”. Imediatamente mandei-lhe o que entendi que me pedia: 102 sacos de cal. Umas duas horas depois o próprio cliente voltou com a mercadoria dizendo que tinha pedido 1 ou 2 sacos de sal.

- Tem alguma daqui?

- Na Ferragem Casali eu fazia todas as contas no lápis, usando apenas a cabeça, e à noite eu levava pra casa o movimento do dia pra conferir e fechar o caixa. Vendo todo aquele trabalho, o Sérgio Pancieri comprou uma máquina calculadora – aquela de manivela. Eu passei a usar a máquina, por insistência do Sérgio, mas conferia tudo no sistema antigo. Como passei a ter dois trabalhos, abandonei a máquina e voltei a usar somente o lápis e a cabeça. 

- Quem o vê por aí, sempre simpático e sorridente, principalmente no trato com as pessoas, logo pensa que o Sr. não teve e/ou não tem problemas. É isso mesmo?

- Sempre tive problemas, mas procuro não me deixar abater. Nunca fico preso a nenhum deles e procuro resolvê-los sem traumas.

- Qual a sua filosofia de vida?

- Me relacionar bem com as pessoas. Quanto mais, melhor.

- Por quê?

- O relacionamento com as pessoas é o que evolui o ser humano.

-O Sr. é amigo de todo mundo, mas quantos amigos o Sr. tem?

- Amigos..., amigos de verdade mesmo, entre os que já se foram, são uns 8 ou 10. Mas devo ter mais. Talvez ainda não tive oportunidade de conhecê-los.

- Diga alguma coisa pra encerrar esta entrevista.

- A vida é um doce, é só saber levar.

(as fotos são do Ilivaldo Duarte)

19 de janeiro de 2012

Eudes Sartor - 1937 * 2012

Eudes Sartor - 1937 * 2012

No final de semana, em Campo Grande (MS), faleceu o ex-vereador e pioneiro mourãoense Eudes Sartor, aos 75 anos.

Companheiro de 'peladas' de meu pai, lembro dele como uma pessoa muita divertida, gozadora e amante dos esportes.

Foto de 1973, mostra ele quando representava a seleção de Campo Mourão de Bolão. Clique nas imagens para ampliar.


Em pé da esq. para a direita): Eudes Sartor (in memorian), Dino Spaki (in memorian), Nelson Tureck, Valdivino Daniel, Dorneles Cavali e Arno Goetz. 
Agachados: Ari Zanelato, Bacarin, Quinto Salvadori (in memorian), Wilson Raizer, Valdir Montemezzo e Dalaroza.