23 de novembro de 2020

Associação Tagliari, em Peabiru - 1980

Do álbum do amigo/irmão David Miguel Cardoso, foto de 1980 mostra uma formação da Associação Tagliari que disputou e venceu um torneio de futsal em Peabiru.

Tínhamos acabado de conquistar o título da Taça Paraná do ano anterior e fomos convidados para participar como a grande atração do evento no município vizinho. 

Jogando contra equipes da região não decepcionamos e voltamos com o troféu de campeão.

Seu Daniel Bandeira, falecido sogro do meu irmão Dula, era o secretário de esportes peabiruense e foi o responsável pela nosso presença no torneio. 

Infelizmente quatro personagens da foto já são falecidos: o próprio seu Daniel, Gerson (que foi um grande jogador de futebol de campo de nossa cidade), Luizinho Tagliari e João Miguel Baitala.

Tauillo Tezelli é o atual prefeito mourãoense, recém reeleito para o seu quarto mandato. Ele jogava muito bem, mas parou muito cedo. 

Associação Tagliari Futsal
em pé (da esq. para a direita): Gerson (in memorian), Luiz Carlos Tagliari, David Miguel Cardoso, João Miguel Baitala (in memorian), Daniel Bandeira (in memorian) e Nelson de Souza
agachados: Tauillo Tezelli, Carlos Álvaro Tagliari, Itamar Tagliari e Irineu Luiz Ferreira Lima
Peabiru - 1980


Rainbow - Kill The King; vídeo


Rainbow
(também conhecido como Ritchie Blackmore's Rainbow) é uma banda de rock formada pelo ex-Deep Purple Ritchie Blackmore em 1975.
Além de Blackmore, a banda inicialmente consistia dos antigos membros da banda Elf: o vocalista Ronnie James Dio, o tecladista Mickey Lee Soule, o baixista Craig Gruber e o baterista Gary Driscoll.
Ao longo dos anos, o Rainbow passou por muitas mudanças. A banda se separou em 1984 quando Ritchie Blackmore voltou ao Deep Purple.
Nos anos 1990, Blackmore retornou com o Rainbow e lançou o disco Stranger in Us All em 1995.



Kill The King
é faixa do álbum Long Live Rock 'n' Roll, lançado em 1978 (ver postagem abaixo).


Música: “No Thanks to Baal”: os estranhos fenômenos ocorridos durante as gravações de Long Live Rock ‘n’ Roll, do Rainbow



Em maio de 1977 os músicos do Rainbow se reuniram para iniciar as primeiras gravações de “Long Live Rock ‘n’ Roll”, terceiro álbum da banda que seria o último com os vocais de Ronnie James Dio e sua formação mais clássica. Quem se deleita com as oitos faixas deste grandioso disco de Ritchie Blackmore e cia, nem imagina os fatos bizarros que aconteceram nos bastidores das gravações.

Long Live Rock ‘n’ Roll parecia ter o cenário perfeito para ser registrado: o renomado estúdio residencial Château d’Hérouville, por onde também passaram nomes como Elton John, David Bowie, as bandas T.Rex, Pink Floyd, Bad Company, Fleetwood Mac, entre outras.

Rainbow, 1977.

Banda devidamente instalada, gravações iniciadas e não demorou muito para que estranhos fenômenos começassem  a acontecer.  De repente o toca-fitas era reproduzido sem que ninguém estivesse operando o equipamento ou objetos eram arremessados bruscamente, além de uma estranha e inexplicável presença frequentemente sentida pelos músicos e toda a equipe.

Foi durante uma entrevista realizada em 2001 e publicada mais tarde na revista gringa More Black Than Purple,  que o vocalista Ronnie James Dio contou detalhes sobre a bizarra experiência vivida por ele e seus parceiros de banda. Ele afirmou que entre as coisas que mais se lembrava em relação a Long Live Rock ‘n’ Roll  estavam os acontecimentos ocultos ocorridos nas gravações do álbum:

Estávamos no estúdio e o gravador começou a funcionar sozinho. Tínhamos uma música – “Gates of Babylon” – e não podíamos terminá-la; simplesmente não conseguíamos terminar, não importava o quanto tentássemos. A fita quebrava, o aparelho parava, chegávamos perto, mas não conseguíamos terminar.

Havia algumas salas trancadas com apenas uma chave, que estava com a gente. Nós íamos lá e as coisas estavam reviradas, fora do lugar. Um dia, fizemos uma sessão espírita de Ouiji-board no estúdio e contatamos o espírito que dizia ser Baal. Sua frase de abertura sempre foi: ‘Eu sou Baal, eu crio o caos. Vocês nunca vão sair daqui.’ Era o que ele sempre dizia. Então, depois de um tempo fazendo essas sessões, passamos a dizer: ‘Oh o Baal de novo. Ei Baal, como você está, cara?’ Não tínhamos mais medo dele, até que ele começou a fazer coisas como deslizar copos sobre a mesa e depois arremessá-los contra a parede ou fazer um piano tocar sem que ninguém estivesse por perto. Por fim, procuramos o padre local e dissemos que queríamos fazer um exorcismo. Ele nos expulsou! Ele disse: ‘Eu não irei para aquele lugar; aquele lugar é horrível! ‘Nós dissemos: ‘Nós sabemos!’ Ele não quis vir. Mandamos fazer uma cruz e a colocamos no estúdio. Na sessão espírita seguinte, Baal disse: ‘Eu sou Baal, eu crio o caos. Vocês nunca vão sair daqui. O que essa coisa estúpida está fazendo na parede?’ Dissemos: ‘Você acredita em Cristo?’ Ele disse: ‘Ah, Cristo, ele era apenas um homem, não tenho medo de nada.’ Então, percebemos que tínhamos problemas.

Finalmente conseguimos terminar a música e ao sair estávamos descendo uma escada de pedra sinuosa, Cozy Powel (o batera da banda) estava atrás de mim, minha esposa Wendy provavelmente estava cinco ou seis degraus à minha frente. De repente a vi sendo arremessada escada abaixo. Felizmente a mala que carregava com algumas antiguidades chinesas recém-compradas amorteceu sua queda. Ela se virou para mim e me xingou! ‘Seu merda! por que você me empurrou?’, então perguntei a Cozy se eu tinha a empurrado e ele confirmou que eu estava longe dela. Adivinha quem fez isso? Aquele foi o golpe final de Baal”.

O álbum, gravado de maio a julho de 1977, foi finalizado em dezembro do mesmo ano, após a banda retornar de uma turnê pela Europa. Long Live Rock ‘n’ Roll foi lançado em abril de 1978 sendo muito bem aceito pelos fãs e pela crítica e até hoje é considerado um dos discos mais influentes do heavy metal.  Levou praticamente um ano para ser lançado, enquanto os dois primeiros álbuns de estúdio do grupo foram lançados em apenas quatro semanas. Tanto atraso teria sido culpa de Baal? Na dúvida, a banda resolveu “homenagear” o espírito com um singelo crédito na contracapa do disco: No thanks to Baal (Não, obrigado Baal).

Clique na imagem para vê-la maior.

A mansão de Château d’Hérouville

A mansão em foto de 1920.

Localizado na vila de Hérouville-en-Vexin, a 40 quilômetros de Paris, o casarão Château d’Hérouville é uma uma mansão construída em 1740 com pinturas feitas por Van Gogh, que inclusive está enterrado ali perto. Já foi um resort, uma estação de retransmissão de correio e hospedou até mesmo nomes como o escritor George Sand e o compositor Frédéric Chopin, que segundo sugerem alguns relatos, teriam vivido ali um caso de amor. Há quem acredite que um dos espíritos que assombram o local é do próprio Chopin. A propriedade se tornou um renomado estúdio de gravação residencial em 1969, após ser comprada pelo compositor Michel Magne em 1962.

Château d’Hérouville, 1977

Com problemas legais e financeiros o estúdio fechou em julho de 1985, um ano após o suicídio de Magne, sendo colocado a venda em 2013 e comprado por um grupo de engenheiros de áudio que o reformariam e reabriram em 2016.

Baal seria Chopin?

Não foram só os caras do Rainbow que presenciaram fenômenos assustadores no Château d’Hérouville. David Bowie e os produtores Tony Visconti e Brian Eno também vivenciaram experiências sobrenaturais durante uma das primeiras sessões de gravação do álbum Low (1977), como contou Visconti em entrevista à revista gringa Uncut Magazine: “Certamente havia alguma energia estranha naquele Château. No primeiro dia, David deu uma olhada no quarto principal e disse: ‘Eu não vou dormir lá!’ Ele ocupou o quarto ao lado. O quarto principal tinha um canto muito escuro, bem próximo à janela que parecia sugar toda a luz do ambiente para dentro dele, além de ser um recinto bem mais frio.” Já Brian Eno afirmou ser acordado cedo todas as manhãs com alguém sacudindo seus ombros, apesar de estar dormindo sozinho.

Tony Visconti, Brian Eno e David Bowie.

Na biografia “Starman: David Bowie – The Definitive Biography” de Paul Trynka, o autor afirma que ao investigar mais sobre os fenômenos ocorridos no Château descobriu que Ritchie Blackmore e seu Rainbow haviam passado por acontecimentos assustadores:

“… durante uma sessão de Ouiji-board, mensagens fantasmagóricas acabaram sendo reproduzidas em polonês perfeito – a língua nativa de Chopin. Nos últimos anos, a equipe do Château tentou abafar a fofoca generalizada sobre presenças espectrais, que persistiram até o estúdio fechar após o suicídio do proprietário Michel Magne.”

Seria Baal o espírito do compositor Frédéric Chopin? Isso nunca saberemos.

Do Cadê Meu Whiskey

4 de novembro de 2020

Mourãoenses campeões do Metropolitano de Handebol Estudantil de Curitiba - 1978; fotos

A prova do 'crime'


1978. Ricardo Alípio Costa, Dagoberto Lüdek, Neyzinho Kloster e eu fazíamos cursinho em Curitiba. Quando soubemos da realização dos Jogos Metropolitanos Estudantis de Curitiba procuramos nossos colégios para saber como participar na modalidade de handebol. No Positivo, onde estudava junto com o Ney, fui preterido pelo treinador da equipe e esnobado pelo melhor atleta do colégio, que por sinal estudava na mesma sala do Terceirão comigo. 

No Dom Bosco, Ricardo, o Bruca, e Dagoberto foram informados que o colégio não teria equipe no handebol masculino.


Ricardo Alípio Costa

Fomos então convidados para treinar com o Colégio Estadual do Paraná. O treino era feito em quadra descoberta e piso de asfalto. O primeiro jogo-treino foi contra o Colégio Barddal na quadra deles. Foi um passeio, fizemos gols de todos os jeitos, resultando no convite para representarmos o Estadual na competição.

Ney Kloster Jr.

Como não pertencíamos ao Colégio Estadual eles nos matricularam em cursos noturnos. De sacanagem, fui inscrito no curso de Técnicas Culinárias, ou algo assim. Sofri na mão dos amigos por causa do ‘curso escolhido’.

Eu com as netas Fernanda e Ana Letícia em 2013

Na verdade o time era uma verdadeira seleção, com os quatro mourãoenses ao lado de craques como Gabriel Carazzai, Carlinhos, Armando Kolbe Júnior, Mitsuashi. O goleiro Armando e o armador Gabriel anos depois representaram Campo Mourão em competições de alto nível.

Os comentaristas esportivos da época diziam que era um torneio feito para duas equipes disputarem a final: Positivo x CEFET, este último treinado pelo falecido professor Mauro Rodinski, então técnico da Seleção Brasileira. Estas duas equipes contavam com atletas de ponta e técnicos renomados e estudiosos, enquanto nossa equipe, reunida a poucas semanas da competição, era treinada por técnico muito apaixonado pela modalidade, porém modesto se comparado aos treinadores de Campo Mourão.

Na primeira rodada jogamos contra o poderoso CEFET no Ginásio do Tarumã em noite inspirada do nosso time. Nós, os mourãoenses, não sentimos o peso da partida nem da rivalidade entre os curitibanos do CEFET e do nosso time. Jogamos como se estivéssemos treinando no ginasinho JK. Para irritação do professor Mauro Rodinski, vencemos com certa facilidade, estando à frente do placar o jogo inteiro.

Na rodada seguinte, também no Ginásio do Tarumã perdemos para o Colégio Positivo por um escore apertado lançando a sorte das três equipes para o último jogo entre o CEFET e o Positivo no Ginásio da Praça Oswaldo Cruz.

O jogo teve cobertura da TV Iguaçu e as torcidas das duas escolas rivais (CEFET e Positivo) lotaram o ginásio. O CEFET deveria vencer o Positivo por uma diferença de seis gols e ao Positivo bastava uma vitória simples para sagrar-se campeão. O CEFET venceu, mas por uma diferença de quatro gols consagrando o Colégio Estadual do Paraná como o grande vencedor do torneio. Nossa equipe foi assistir ao jogo como se estivesse indo ao cinema, de calça jeans, camiseta e tênis.

No pódium as três equipes perfiladas. Nós ao centro de calça jeans e camiseta (medalha de ouro), ao lado de duas equipes que pareciam ter saído de uma guerra (detonadas), medalha de prata para o CEFET e medalha de bronze para o Positivo. 

Fomos muito elogiados em uma mesa redonda promovida pela TV Iguaçú, especialmente pelo Professor Rodinski que acreditava que tínhamos nos preparado muitos meses antes da competição contemporizando os palpites em sua equipe do CEFET.

Eu me diverti muito, por mais de uma semana, quando chegava de manhã no Positivo e praticamente esfregava a medalha na cara do craque do colégio que me esnobou. Sentávamos na mesma fila, ele na ponta e eu no meio, e como sempre cheguei atrasado ele era obrigado a ‘me engolir’. Mas ele tirava de letra, principalmente depois que nos encontramos meses depois nos Jogos Abertos do Paraná, ele representando Nova Esperança e eu e Ricardo as cores mourãoense, e demos um ‘chocolate’ no time dele.

Já publicada anteriormente aqui no Baú, essa conquista foi narrada com a ajuda do Ricardo "Bruca" que tem uma memória invejável. Publico novamente por que o Ricardo me enviou foto da mealha que ganhamos na competição. 

Seinabo Sey - Sorry; vídeo


Seinabo Sey
(Södermalm, 07/10/1990) é uma cantora e compositora sueca.


Sorry
é faixa do álbum Pretend, lançado em 2015.


Casa popular sustentável reduz gastos na construção e manutenção; fotos

Iniciativas reduzem o impacto ambiental das construções e ajudam moradores a economizarem com despesas mensais

Foto: Divulgação | Alphaz

Apesar da grande ascensão dos empreendimentos imobiliários, o déficit habitacional no Brasil ainda é um grande problema, principalmente se considerarmos as famílias de baixa renda.

De acordo com levantamento realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o déficit de moradia no Brasil alcançou a marca de 7,78 milhões de unidades habitacionais, considerando dados de 2017. 

O estudo ainda aponta que no período de dez anos, entre 2007 e 2017, a escassez habitacional cresceu 7%, registrando um novo recorde. Estima-se que 90% do déficit habitacional no país seja quantitativo, ou seja, moradias em falta por motivos como habitação precária, coabitação familiar, muitas pessoas por metro quadrado ou alto custo de aluguel.

Desafio e soluções

Foto: Divulgação | Alphaz

Em tempos de altos índices de desemprego, que foi agravado pela pandemia, este cenário torna-se ainda mais negativo, pois milhares de famílias estão sem condições de manter gastos básicos, como o aluguel ou a prestação da casa, e se viram obrigadas a optar por “soluções” precárias de habitação, muitas vezes sem acesso a água potável, sistema de esgoto e energia elétrica regular.

Iniciativas governamentais direcionadas para reverter o déficit habitacional, ainda estão longe de solucionar o problema por completo, pois o volume de habitações disponíveis ainda é menor que a demanda, e não ameniza os gastos com despesas essenciais dos imóveis como água e luz. 

Em contrapartida, um maior incentivo à construção de habitações sustentáveis para o público de baixa renda poderia reduzir o número de famílias sem residência, ampliar o acesso ao saneamento básico e reduzir taxas de inadimplência de projetos habitacionais, que gira em torno de 25% na faixa 1 do programa “Minha Casa, Minha Vida”, direcionada para famílias com renda até R$ 1.800,00, segundo informações da Caixa Econômica Federal.

Isso porque, esse modelo de construção é mais econômico, capaz de reduzir o preço do imóvel, o que, consequentemente, diminui o valor das parcelas de um financiamento, por exemplo.  Assim, as famílias desfrutam melhor de seus rendimentos e têm maior facilidade de manter as contas em dia.

Habitação popular sustentável

Foto: Divulgação | Alphaz
Existem diversos fatores que favorecem uma habitação popular sustentável, mas um dos pontos principais, além do fator ecológico e benefício para o meio ambiente, é a economia de recursos financeiros durante a construção e após a entrega das chaves ao morador.

Ainda na concepção do imóvel, o gasto com o material de construção está entre os mais altos do projeto e, em algumas regiões do país, pode representar até 73% de todo o orçamento, de acordo com estudo da FGV.

“Em uma construção sustentável, é preciso optar por materiais que seguem a mesma linha, como a madeira de demolição e demais itens produzidos a partir do reaproveitamento. A utilização desses materiais geram uma economia de 30% a 40% nos custos da obra”, explica Luigi Scianni Romano, sócio-fundador da Alphaz, incorporadora que aplica de soluções sustentáveis em seus projetos.

Gastando menos com materiais sustentáveis, o custo da habitação também é reduzido e se torna mais viável para famílias de baixa renda, comprometendo um valor menor de seus rendimentos mensais. “Para nossos empreendimentos, mantemos parceria com a Alpha Ambiental, empresa que produz e fornece insumos como areia, brita, pedrisco a partir da reciclagem de entulhos urbanos, demolições e resíduos de obras”, comenta Romano.

A incorporadora também utiliza outra matéria-prima muito importante para baratear e tornar ainda mais sustentáveis suas obras, trata-se do  tijolo ecológico. Um produto com tecnologia sustentável que reduz em 90% o consumo de água na sua produção, pois utiliza barro e cimento em sua composição e não precisa ser cozido, dispensando sua queima em fornos a lenha ou carvão.

Ele também funciona através de encaixe e reduz drasticamente a utilização de argamassa no canteiro, tornando possível diminuir insumos naturais como água, pedras e areia. É de fácil aplicação e permite uma versatilidade enorme com as instalações prediais, facilitando a mão de obra e economizando tempo de construção, o que, consequentemente, reflete em redução nos custos finais do imóvel.

Despesas mensais
A ideia de gerar economia para favorecer a construção de casas populares e reduzir o déficit habitacional em nosso país precisa ir além. Afinal, depois de pronta, os moradores terão gastos fixos, como as contas de água e luz.

Uma das soluções ecológicas é o aproveitamento de energia solar para abastecer a residências, como o sistema fotovoltaico, responsável por transformar os raios solares em energia elétrica.

Exemplo de biodigestor | Foto: Monique Almeida

“Diferentemente de placas fototérmicas comuns, que apenas armazenam o calor da luz solar para aquecer um chuveiro, por exemplo, a energia gerada por esse tipo de equipamento pode ser utilizada em qualquer equipamento doméstico, gerando uma redução na conta, que pode variar entre 50% e 95%”, destaca Romano.

Mais um item comumente encontrado em construções sustentáveis e que é acessível em habitações populares é o biodigestor de esgoto. “Esse tipo de equipamento transforma toda a matéria orgânica do esgoto da residência em um tipo de biogás, mais uma fonte de energia que pode ser utilizada na própria casa substituindo a eletricidade ou o gás natural”, completa Luigi.

Água e energia
O especialista ainda esclarece que com sistema biodigestor a água do esgoto também é tratada por um filtro biológico e, depois disso, fica pronta para o reuso em descargas e ou para lavar o quintal, gerando economia na conta de água da família.

E os benefícios para os proprietários de imóveis sustentáveis, mesmo que sejam populares, também estão relacionados a valorização da propriedade, que aumenta em até 30% após sua finalização, de acordo com a Green Building Council (GBC), organização que direciona o mercado da construção civil em prol da sustentabilidade.

Do Ciclo Vivo

29 de outubro de 2020

Lincoln, Keko, Darlan e Lira, amigos tenistas no Clube 10 (anos 1990)

Do arquivo do Clube 10 de Outubro, foto dos anos 1990 mostra os amigos Lincoln Rodrigues, Keko Menin, Darlan Esteves e Francisco Lira à beira da quadra de tênis do clube alviverde mourãoense. 

O Tênis de campo continua sendo um dos setores com mais movimentação no Clube 10. Creio que o quarteto abaixo deve continuar na ativa. 

(da esq. para a direita) Lincoln Rodrigues, Keko Menin, Darlan Esteves e Francisco Lira
Clube Social e Recreativo 10 de Outubro - Campo Mourão/PR


The Alan Parsons Project - Pipeline; vídeo

Eric Woolfson e Alan Parsons

The Alan Parsons Project
foi um grupo de rock progressivo inglês formado nos fins dos anos 70 e início dos anos 80 e foi fundado por Alan Parsons e Eric Woolfson.

Alan Parsons participou como engenheiro de som na produção do álbum The Dark Side of The Moon, do Pink Floyd, em 1973


Pipeline
é faixa do álbum Ammonia Avenue, lançado em 1983.


Apanhador de cobras é picado no rosto por uma píton durante demonstração; fotos

Tony Harrison é picado no rosto por píton Foto: Reprodução/Facebook

Um apanhador de cobras de Queensland (Austrália), teve o rosto picado por uma fêmea de píton-ametista, durante uma live no Facebook na qual ele demonstrava por que não se deve manusear cobras. Felizmente, a espécie não é venenosa. O incidente ocorreu no início do mês. Nos dias seguintes, o especialista voltou à ativa.

Na transmissão, Tony Harrison, da Gold Coast and Brisbane Snake Catcher, chegou a comentar:

"Se tem uma coisa que posso contar é que essas cobras são fora da média quando o assunto é temperamento. Elas são muito, muito bravas."

Para iniciar a demonstração, Tony usou um gancho de cerca de meio metro para retirar a cobra de seu viveiro e levá-la a um quintal. Lá, ele a pegou, porém o réptil começou a se mover pelo corpo do apanhador, na direção do pescoço dele e, então, o atacou no rosto, contou o site "Time24".

Tony Harrison é picado no rosto por píton
Foto: Reprodução/Facebook

Em poucos segundos, o sangue começou a escorrer pelo rosto do australiano. Esse espécie é conhecida por ter presas grandes, que podem fazer bastante estrago.

A serpente ainda tentou picar Brooke, assistente de Tony.

Apesar do susto e da vergonha, Tony ficou bem.

"Isso foi um pouco embaraçoso, não foi? Eu tenho de admitir, é a primeira vez que sou picado no rosto por alguma coisa", afirmou.

Esta não foi a primeira vez em que Tony acabou sendo visto em vídeo picado por cobra. Em dezembro do ano passado, ele acabou ferido em uma das mãos ao tentar resgatar uma cobra-marrom-oriental-australiana que estava escondida embaixo de um aparelho de ar condicionado em residência em Brisbane. Essa espécie é venenosa, e Tony precisou ser hospitalizado.

Tony Harrison hospitalizado após ser picado por cobra venenosa Foto: Reprodução/Facebook

Vinte anos atrás, Tony sofreu choque anafilático ao ser picado pelo mesmo tipo de serpente.

Do Page Not Found

27 de outubro de 2020

Campo Mourão, 1982 (fotos de Marcélio "Marreco")

Em 2012, meu amigo Marcélio Sydlowski, o Marreco, enviou fotos de uma Campo Mourão de 1982. 

Passados mais oito anos, republico-as para verem como nosso cidade progrediu (especialmente nesses últimos quatro anos, depois de anos de abandono e descaso para com os mourãoenses). 

Tenho comigo que, por causa de seu povo ordeiro e trabalhador (na sua maioria!), Campo Mourão será sempre linda, exatamente como são os que aqui residem. 

Impressionante como a cidade se recupera rapidamente, basta ser administrada com zelo, com respeito e, principalmente, com amor, como vem ocorrendo nos últimos quatro anos.

Mas vamos as fotos do Marreco, que são uma verdadeira viagem no tempo. 

Avenida Capitão Índio Bandeira - Campo Mourão (1982)

Avenida Presidente Kennedy (Lar Paraná) - Campo Mourão (1982)

Praça Getúlio Vargas - Campo Mourão (1982)

Centro Social Urbano - Campo Mourão (1982)

Clube Social e Recreativo 10 de Outubro - Campo Mourão (1982)

Estádio Municipal Roberto Brzezinski - Campo Mourão (1982)

Country Clube - Campo Mourão (1982)

Kartódromo - Campo Mourão (1982)

Parque de Exposições - Campo Mourão (1982)

Parque do Lago - Campo Mourão (1982)

Fecilcam - Campo Mourão (1982)

Fórum de Campo Mourão - 1982

Marcélio é amigo de longa data e tive o prazer de cursar Comércio Exterior ao lado dele e da esposa Clementina. 

Marcélio e a esposa Clementina

Ele trabalha na Coamo há décadas e, suspeito eu, que em seus momentos de folga ele corria até Miami para gravar a série CSI Miami. 

 


Chris Rea - And You My Love; vídeo


Christopher Anton Rea
, mais conhecido como Chris Rea (Middlesbrough, 04/03/1951)  é um cantor inglês que já vendeu mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo.


And You My Love
é faixa do álbum Alberge, lançado em 1991. 


Garotinho canta pra acalmar irmãzinha e emociona as redes. Vídeo

Foto: reprodução

O amor entre irmãos é lindo. Veja o Colten, de 9 anos, num momento doce com a irmãzinha de 16 meses, Clairadee.

Enquanto a menina se aconchega sonolenta no colo do irmão, ele canta baixinho pra ela “Count On Me” de Bruno Mars.

A letra diz: “Você pode contar comigo tipo 1, 2, 3 … Eu estarei lá.” Clairadee fica totalmente relaxada e hipnotizada pelo carinho do irmão mais velho.

Eles são de Ohio, EUA e a cena, gravada em fevereiro de 2020, viralizou nas redes sociais com milhares de compartilhamentos.

Carinho

Os pais, dizem que o filho mais velho gosta de cantar pra irmãzinha e ela sempre o admira.

Ele frequentemente ajuda a mãe, Charice, a cuidar de três irmãos mais novos.

No vídeo, o jeito como a pequena olha para o irmão é de aquecer o coração.

Meus bebês. Obrigado pela participação. Tenho muita sorte, esse menino É realmente incrível”, concluiu a mãe.

Assista:



26 de outubro de 2020

Igreja São José - Campo Mourão, 1944


Ainda com a absurda Segunda Guerra Mundial em andamento, em 1944 foram concluídas as obras da primeira Igreja de São José, a Catedral de Campo Mourão. Isso três anos antes da emancipação política da cidade, que ocorreu num 10 de outubro de 1947. 

postei aqui no Blog fotos da evolução arquitetônica da nossa bela Catedral.

Leila Pinheiro e Martinho da Vila - Todos os Sentidos; vídeo

Leila Toscano Pinheiro (16/10/1960) é uma cantora, compositora e pianista paraense.


Martinho José Ferreira
, mais conhecido por Martinho da Vila, (Duas Barras, 12/02/1938) é um cantor, compositor, escritor e músico fluminense. 


Todos os Sentidos
é uma composição de Martinho da Vila. Vídeo mostra gravação do álbum Casa de Samba 4, lançado em 2000.

O que fazer se você encontrar um animal silvestre na sua casa


É comum vermos histórias de pessoas que encontraram animais silvestres em suas casas. Há relatos desde morcegos, corujas, macacos, gambás, preguiças, capivaras até cobras, jacarés e felinos.

As razões podem ser muitas. Primeiro a proximidade ao habitat natural desses animais, afinal, eles não surgem do nada.

Em áreas rurais a situação é bastante comum, por óbvio. Nas áreas urbanas, acontece com maior frequência em regiões mais arborizadas, ou próximas a parques, vegetação secundária, lagoas, rios ou praias, que favorecem essas visitas inesperadas.

Outras questões podem ser levantadas como busca por comida, abrigo, às vezes o animal está fugindo e acaba se perdendo e procura um local para se esconder ou se fazer ninhos.

Essa época do ano, durante a primavera, muitas espécies de animais estão na fase de acasalamento, como é o caso dos gambás, animais comuns de serem encontrados na área urbana.

De acordo com a Patrulha ambiental da Secretaria do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro, ao longo de 2019 foram resgatados cerca de três mil animais, dos quais quase mil foram capturados nesta época de primavera.

Gambás são os campeões de atendimento.

Já em São Paulo, segundo a Divisão de Fauna Silvestre, cerca de 4 mil animais selvagens são encontrados na cidade em média por ano, em sua maioria vitimados pelo impacto urbano, como atropelamentos, ataques por cães, choques elétricos e cortes por linha de pipa, sendo a grande maioria dos atendimentos de aves, como garças e corujas.

Entre os mamíferos, os bichos destacados foram os marsupiais (gambás), macacos e répteis.

Mas o que fazer se você encontrar um animal silvestre em sua casa?

O que fazer se encontrar animal silvestre em casa


Primeira regra: não mexa no animal. 

Não maltrate, não jogue pedras, paus, nem tente resgatar o animal sozinho.

Se ele precisa de resgate, isso tem de ser feito por pessoas especializadas.

Analise a saúde do animal. Se ele estiver ferido ou doente, sempre deve-se procurar ajuda para tratar o bicho.

Porém, se o animal estiver em perfeitas condições, ativo, verifique o tipo de animal e o local onde ele foi encontrado.

Se se tratar de uma ave, basta espantá-la que ela retornará de onde veio e se não for possível que ela saia sozinha, aí sim, talvez seja necessário você chamar ajuda do órgão ambiental da sua cidade.

Se se tratar de um macaco, um lagarto, um gambá, por exemplo, por certo ele veio de alguma mata próxima e também basta espantá-lo apenas com sons e barulhos, mas nunca usando de contato físico, toque ou muito menos violência ou qualquer objeto que possa ferir o animal, desde que seja possível a fuga do bicho pela janela, porta ou quintal.

Caso não seja possível que o animal saia por conta própria, será necessário que um órgão especializado o faça. 

Enquanto isso, volte à primeira regra e não toque no bicho, nem alimente o animal, além de perigoso para a saúde dele, isso pode incentivá-lo a retornar.

Segunda regra: procure imediatamente ajuda especializada junto aos órgãos ambientais da sua cidade.

Em se tratando de um município, pode-se procurar a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Zoonose ou a Polícia Militar, que normalmente possui equipe de patrulha ambiental e é de rápido e pronto atendimento.

Em casos de capitais, pode haver serviços prestados pelo governo do estado, como as Secretarias Estaduais do Meio Ambiente.

Em quaisquer dos casos, a Polícia Militar é sempre um órgão facilitador que pode acionar a patrulha ambiental, se existir, ou indicar o serviço especializado, na falta.

Procure se informar se na sua cidade existem ONGs que resgatam e tratam animais silvestres feridos ou encontrados fora do seu habitat natural.

Riscos de “pegar” o animal

Acontece de pessoas decidirem “pegar” os animais e até tentar domesticá-los.

Não faça isso!

Além de crime ambiental, pode ser profundamente danoso para a saúde e bem-estar do bicho que como o próprio nome já diz, é silvestre, é selvagem, não é doméstico, não se alimenta de ração nem qualquer comida e deve, sempre, retornar ao ambiente natural.

Não toque nos animais!

Há possibilidade de transmissão de doenças nas duas vias, tanto dos animais para os seres humanos, quanto o contrário, dos seres humanos para os animais.

Há relatos da transmissão de herpes, por exemplo, aos animais que se alimentaram de frutas mordidas por seres humanos.

O que diz a lei sobre animais silvestres?

A Lei dos Crimes Ambientais (Lei n° 9605/98) prevê, em seu artigo 29, punições a quem levar ou manter espécies nativas em casa.

As penas de detenção e multa variam de 6 meses a um ano para quem mata, persegue, caça, apanha ou utiliza de espécies da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, sem a devida permissão

Nas mesmas penas incorre quem impede a procriação da fauna ou modifica, danifica ou destrói ninhos, abrigos e criatórios da vida natural.

Outras ações que se enquadram em crime ambiental são:

  • vender
  • expor à venda
  • exportar
  • adquirir
  • guardar e manter em cativeiro ou depósito
  • utilizar ou transportar ovos.

Agora você já sabe: se um animal sister aparecer na tua casa, procure ajuda especializada e não toque nos animais.

Do Green Me

15 de outubro de 2020

Eleni Teodoro e Maria Camargo, minhas primeiras professoras

Eleni Teodoro de Oliveira - Maria Camargo (in memorian) 

Na data em que se comemora o Dia dos Professores, relembro de minhas duas primeiras professoras, Eleni Teodoro de Oliveira, do meu primeiro ano primário, e dona Maria Camargo, do ano seguinte, ambas no então Grupo Escolar Marechal Rondon, hoje Colégio Estadual.

Dona Eleni foi a primeira professora e me lembro (e conto) sempre que, vez em quando, ela pedia para eu ir na frente da sala e cantar uma música do Roberto Carlos. E eu ia, creiam: Estou amando loucamente a namoradinha de um amigo meu... nem sabia o que era namorada nessa época, mas já estudava na sala da 'minha' Elvira, que só fazia chorar na sala de aula. Dona Eleni reside atualmente na capital paranaense, mas volta e meia a veja caminhando por nossa cidade. 

Na mesma sala, como professora auxiliar, atuava a Maria Helena Cilião de Araujo, de quem também guardo ótima lembranças. Na foto abaixo, ela posa ao lado Roberto Carlos, em 1969, quando o Rei se apresentou em Campo Mourão. 


No ano seguinte, em 1968, tive a felicidade de ter como professora a dona Maria Camargo, que ensinava de uma forma que não tinha como não aprender. Infelizmente ela já não está mais entre nós, mas para sempre em minha memória como uma das minhas professoras mais acessível, capaz e querida. 

Tive a felicidade de ter grandes professores na minha vida, sem falar dos aqui da família, e homenageio todos eles relembrando das minhas primeiras professoras.