29 de agosto de 2012

Exercícios de pilates melhoram a vida sexual da mulher



Melhora da postura, alívio de dores lombares, aumento da flexibilidade e força abdominal são alguns dos benefícios mais conhecidos do Pilates, método desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920. Mas pouco se tem notícia sobre os efeitos dessa prática para o desempenho das atividades sexuais da mulher. Pensando nisso, a instrutora Thaís Jacomeli explica como é possível melhorar o prazer durante o ato sexual, proporcionando o mesmo ao parceiro, e quais técnicas podem ser usadas para isso.

A maior pesquisa já feita sobre sexo e afetividade no País, conduzida pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e encomendada pelo laboratório Pfizer, revelou que a média nacional de insatisfação com a qualidade geral da vida sexual chega a 20,5% entre os homens e 23,6% entre as mulheres. O estudo ainda mostrou dados relevantes sobre a consolidação da importância do sexo na vida do brasileiro e a maior facilidade com que ele fala sobre o assunto, já que 95% afirmaram, em 2008, que o sexo é importante ou muito importante para a vida.

Segundo a profissional, durante a aula de Pilates trabalha-se muito a musculatura do assoalho pélvico, responsável pela sustentação dos órgãos pélvicos. Alguns exercícios nesta região auxiliam diretamente no desempenho sexual da mulher, já que a irrigação sanguínea é estimulada, favorecendo as condições que levam ao orgasmo e melhoram a sensibilidade local.

"As técnicas são simples e podem ser feitas em casa. O mais importante é entender o movimento e a contração desejada, até conseguir, com muito treinamento, reproduzir essa contração do assoalho pélvico no dia a dia e durante o ato sexual", afirma Thaís. O Pilates é muito eficaz para incentivar a consciência corporal, mas entender o próprio corpo e saber contrair um determinado grupo muscular exige dedicação e concentração. Os resultados podem ser observados em pouco tempo.

"Toda mulher tem o direito de falar sobre sexo, já passamos da época de submissão e constrangimento para falar sobre o assunto. Liberdade sexual também é importante para a autoestima, portanto não podemos ter medo nem preguiça de investir no prazer e na saúde", conclui a fisioterapeuta.

Confira alguns exercícios indicados pela instrutora e que podem ser feitos em casa:

Deite de costas, com joelhos flexionados e pés ligeiramente afastados. Se concentre na posição do quadril e sinta que esteja numa posição confortável, sem dor. Contraia o abdômen, sem mexer o tronco, levando o umbigo em direção ao chão e encolhendo a barriga. Mantenha essa contração por 3 segundos e solte. Repita o movimento 4 vezes.

Agora cole um joelho no outro, ainda flexionados. Empurre um contra o outro durante 3 segundos e solte. Repita essa contração 4 vezes para estimular a musculatura pélvica.

É muito importante entender a contração que queremos aqui: mantenha a posição número 1 e se imagine prendendo o xixi. Pode parecer estranho, mas para a contração efetiva da musculatura genital, precisamos desse comando. Expire contraindo os músculos da vagina, conte até 30 e relaxe inspirando. Repita esse exercício 4 vezes.

Partindo da posição número 1, articule o quadril (encostando a lombar completamente no chão), contraia glúteos e eleve o quadril devagar, desencostando as vértebras do chão até a altura dos ombros. Nessa posição ‘de ponte’, inspire abrindo os joelhos e expire fechando. Repita o movimento 4 vezes, partindo do chão para a posição de ponte.

Para avançar o exercício anterior, coloque uma bola de plástico ou almofada entre os joelhos e aperte por 30 segundos. Repita 4 vezes. Se sentir dor ou desconforto, não repita mais o movimento.

Além dos exercícios básicos de fortalecimento pélvico, é possível estimular a flexibilidade da seguinte maneira: deite de costas, sola dos pés unidas com joelhos abertos. Mantenha-se nesta posição por 30 segundos, inspirando e expirando lentamente. (reportagem: Bonde)


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