10 de dezembro de 2018

As campeãs da tranca feminina dos Jogos Interclubes de Campo Mourão 2018

Olha só a felicidade do presidente Adionir posando ao lado das campeãs meninas que representaram o Clube dos Trinta na modalidade de Tranca Feminina. 

Claro que a alegria maior é das jogadoras que, para ficar com o troféu de campeãs, tiveram que superar todas as equipes participantes dos Jogos Interclubes de Campo Mourão. Na foto também está o atual secretário municipal de esportes, Marcelo de Oliveira Lima. 

O torneio de tranca é disputado por equipes (três duplas), com jogos realizados até três mil pontos, no sistema de melhor de três. 

As campeãs (da esq. para a direita): Maria, Marley, Dione, Maria Luiza "Coca" Gehring, Rose Tonet e Karine Tonet Staniszewski, juntas ao presidente Adionir e o secretário Marcelo.
Jogos Interclubes de Campo Mourão - 2018

Vanguart - E O Meu Peito Mais Aberto Que o Mar da Bahia


Vanguart é uma banda de indie rock formada no ano de 2002 em Cuiabá, Mato Grosso, pelo vocalista e violonista Helio Flanders.


E o Meu Peito Mais Aberto Que o Mar da Bahia é faixa do álbum Beijo Estranho, lançado em 2017.

Nilmar, Oberdã e a ponte do Parque do Lago

Nilmar e a esposa Ely Salvadori
Dias desses falei que o Renan Salvadori e o Dr. Marcelo Silveira têm muita presença de espírito. Outro que é assim é o Dr. Oberdã, delegado de polícia aposentado. 

Nilmar Piacentini conta que ao encontrá-lo, foi de imediato cobrado sobre o péssimo estado da ponte do Parque do Lago, construída pela Construtora Piacentini. Pensando encerrar o assunto, o sempre bem-humorado Nilmar respondeu:

- Ô Oberdã, faz mais de quinze anos que ela foi feita...

De pronto foi interrompido pelo Oberdã:

- O que você me diz das pirâmides do Egito, construída há “trocentos” anos e numa época em que nem havia cimento... 

Agora sim, estava encerrada a conversa.

Publicada originalmente no semanário mourãoense Entre Rios, em janeiro de 2006.

Nilmar Piacentini é engenheiro civil e sócio proprietário da Construtora Piacentini. 
Oberdã foi delegado de polícia em Campo Mourão por muitos anos. Ele faleceu muito novo, logo após se aposentar. Ninguém contava um ''causo'' como ele. 

[Vídeo] Aos 88, mãe encontra filha que pensou ter morrido no parto

Uma mãe esperou 69 anos pra saber que a filha estava viva e o encontro delas foi emocionante.
Do Só Notícia Boa

Genevieve Purinton estava com apenas 18 anos quando deu à luz a sua única filha, em 1949.

Quando ela pediu para ver o bebê os médicos disseram que a criança havia morrido.

Agora com 88 anos, Purinton vive em uma instituição de assistência, em Tampa, na Flórida, EUA.

Desde que seus oito irmãos faleceram, ela não achava que tivesse uma família, até que recebeu um cartão de uma mulher chamada Connie Moultroup.

O cartão, que incluía um número de telefone, dizia que Moultroup acreditava ser a filha perdida de Purinton.

A história
Moultroup diz que sua mãe adotiva morreu quando ela tinha apenas 5 anos de idade e e pai dela se casou com uma madrasta que a maltratava.

Durante anos, Moultroup fantasiou que sua mãe biológica fosse resgatá-la – e, embora isso não tenha acontecido, ela recebeu no ano passado um kit de DNA da Ancestry como presente de Natal da filha de 50 anos.

O kit fez Moultroup descobrir ligações com o mesmo sobrenome da mãe.

“Eu disse: ‘Aqui está o nome da minha mãe'”, disse Moultroup à WTVT . “É minha tia, e está viva”, pensou.

Finalmente, após 69 anos de separação, Moultroup e Purinton se conheceram na unidade de enfermagem no início desta semana e a reunião foi emocionante.

Purinton descobriu que sua filha ainda estava viva e também que ela agora tem uma neta e dois bisnetos.

A reportagem não explica o motivo de os médicos terem mentido para Purinton sobre a falsa morte de sua filha.

Assista ao encontro emocionante:


Por que um casal brasileiro deixa seu filho brincar com onças-pintadas

Uma foto de um menino ao lado de duas onças-pintadas viralizou recentemente na internet. Alguns acharam que era montagem, mas a imagem é real

Um garoto acompanhado de duas onças-pintadas em uma lagoa. Ele demonstra conforto com a situação e faz carinho em um dos felinos, enquanto o outro animal está com uma pata encostada no ombro esquerdo do jovem. A cena, que causou estranheza nas redes sociais nas últimas semanas, faz parte da rotina de Tiago Jácomo Silveira, de 12 anos, desde que ele era recém-nascido.

A imagem do garoto foi publicada, inicialmente, pelo próprio pai, o biólogo Leandro Silveira, de 49 anos. Depois, a fotografia foi compartilhada em páginas de Facebook e perfis do Instagram.

Em uma publicação feita no dia 23, um usuário do Facebook compartilhou a imagem de Tiago com as onças. A fotografia teve mais de 2 mil compartilhamentos e 22 mil reações, sendo as mais comuns delas o "amei" e o "uau". Na postagem, não há explicação sobre a origem do registro. Nos comentários, alguns disseram tratar-se de montagem, enquanto outros elogiaram a coragem do jovem.

Para Tiago, a repercussão da foto foi uma surpresa, pois considera se tratar de uma situação comum em seu cotidiano. O garoto frisa que muitas pessoas se surpreendam com o fato de ele conviver com onças-pintadas.

"Eu tenho alguns amigos que não acreditam nisso, acham que é 'fake'. Mas a maioria dos meus conhecidos acha isso muito legal e tem vontade de conhecê-las. Eu acho muito bom poder levar um pouquinho dessa experiência de vida que tenho para outras pessoas que não tiveram a mesma sorte que eu", afirma à BBC News Brasil.

Além do pai do garoto, a mãe, Anah Tereza Jácomo, de 49 anos, também é bióloga. Os dois coordenam o Instituto Onça-Pintada (IOP), que tem o objetivo de preservar e estudar o maior felino das Américas.

"O meu filho nasceu em um ambiente com onças-pintadas. Então, ele convive bem com elas desde a infância e sabe como lidar. Logicamente, a gente o instrui e impõe limites, mas hoje ele já sabe o que fazer ou não. É uma questão muito natural para ele", diz Leandro.

Crescendo com as onças-pintadas
Tiago é filho de biólogos que trabalham com a preservação das onças-pintadas
O nascimento de Tiago foi planejado desde o início do relacionamento de Anah e Leandro, que estão juntos há 28 anos. Os biólogos esperaram a conclusão do doutorado para que tivessem um filho.

"Tinha certeza de que ser mãe me privaria, de certa forma, da minha carreira. Meu marido sempre foi muito companheiro e pediu que concluíssemos os estudos primeiro, porque, na visão dele, não seria justo eu me afastar da carreira durante a maternidade, ao passo que a dele estaria em plena ascensão", diz.

Após o doutorado, Anah e Leandro decidiram que era o momento de ter um filho. Na época, eles já haviam criado o Instituto Onça-Pintada e passavam o dia lidando com estudos sobre felinos. Quando Tiago nasceu, o casal cuidava de três onças-pintadas recém-nascidas.

"Nessa época, íamos viajar de caminhonete, para resolver questões do instituto, e levávamos o nosso filho e as onças juntos. Ele ia no colo da minha esposa e elas iam perto da gente, para não se machucar. No trajeto, muitas vezes parávamos para dar mamadeira para ele e para as onças. Isso aconteceu muitas vezes", relata Leandro.

Em razão do convívio que teve com os animais desde pequeno, Tiago sempre considerou natural a proximidade com onças-pintadas. "O referencial dele é baseado na gente. Ele foi crescendo e aprendendo os limites, vendo o que poderia ou não fazer. Mas, para ele, é algo muito comum esse relacionamento, porque foi criado em um ambiente rural. Esse é o cotidiano dele. Não há nada de absurdo", afirma Leandro.

O garoto se considera privilegiado por ter se relacionado com as onças-pintadas desde pequeno. "Sempre foi uma relação de amor e respeito. Sempre gostei muito disso e sempre ajudei a cuidar dos animais", comenta.

Tiago ressalta que segue as instruções dos pais para lidar com os bichos. "Eles me ensinaram que o medo e o respeito são sentimentos importante e inteligentes. Porque quando você não tem medo e não respeita o animal, você não respeita o limite dele e, por isso, ele também acaba não te respeitando", pontua.

Os pais de Tiago o ensinaram desde pequeno como deveria se comportar perto das onças
Limites do convívio
Desde que o filho era menor, Leandro ensinava ao garoto sobre a conduta que ele deveria ter com as onças-pintadas. O biólogo costuma passar os mesmos ensinamentos a pessoas que desconhecem informações sobre o felino.

"Esses animais não agem contra o ser humano, no sentido de nos ver como presas. Eles reagem às nossas ações. Então, é importante respeitá-los. Por exemplo, se ele está comendo ou nervoso, ele avisa que não quer proximidade, pela linguagem corporal, então é importante respeitar", diz.

"É fundamental entender os limites e não mexer com o animal quando ele não está bem. Não há como forçar algo com a onça-pintada. É importante compreender o momento em que ela quer ficar sozinha e se afastar. Quando ela quiser proximidade, se aproximará. Isso é uma regra fundamental para a convivência. Onça não é um animal social, mas cria laços para a vida inteira", acrescenta.

Segundo a bióloga, nunca houve incidente entre o garoto e as onças - e ela comenta que nunca deixou o filho sozinho com os animais.

"Sempre tivemos muitos cuidados. Não somente com as onças, mas com qualquer outro animal. Mas o mais importante é que o meu filho aprendeu muito cedo como conhecer cada um. Em nosso sítio, as regras de segurança sempre foram muito determinadas, claras e obedecidas", diz.

'É fundamental entender os limites e não mexer com o animal quando ele não está bem', explicam Leandro e Anah
Na imagem que repercutiu nas redes sociais, uma cadela da raça blue heeler aparece próxima aos felinos. Os bichos mantêm uma relação de proximidade. Na Organização Não-Governamental (ONG), há outros animais, normalmente encaminhados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), como veados, macacos e lobos-guará,. Segundo Leandro, todos vivem em harmonia.

O IOP está localizado na região rural de Mineiros, no interior de Goiás, em uma propriedade de 50 hectares, pertencente ao casal de biólogos. O instituto não é aberto a visitação, para evitar incômodo aos animais ou prejuízo aos estudos realizados no lugar.

Amor por onças-pintadas levou à criação de instituto
Leandro se encantou pelas onças-pintadas ainda na infância, quando assistiu a um documentário sobre os felinos. Anos depois, a paixão pela espécie o levou a cursar biologia. O primeiro estágio dele foi em um projeto que lidava com onças-pintadas. "Foi a primeira vez em que tive contato com a espécie. Depois, nunca mais parei de trabalhar com ela", relata.

Na universidade, ele conheceu Anah, que também cursava biologia. Os dois são de Goiás. Desde a época em que eram estudantes, desenvolvem atividades com o maior felino das Américas. Em junho de 2002, criaram o Instituto Onça-Pintada. O principal objetivo deles era estudar a espécie e ajudar a preservá-la.

Anos após a criação do instituto, uma equipe do Ibama perguntou se Leandro e Anah tinham interesse em receber onças-pintadas recém-nascidas, que eram órfãs e haviam sido resgatadas da natureza. O casal, que não tinha a criação dos felinos como objetivo inicial, aceitou. Para acolhê-los, elaborou um criadouro científico, que hoje ocupa metade da propriedade rural.

Onças e outros animais convivem em harmonia numa propriedade de 50 hectares pertencentes aos dois biólogos
O IOP está localizado dentro do sítio. Além de 25 hectares para o criadouro, o lugar também é dividido entre a parte destinada aos animais de outras espécies, a área utilizada para os estudos desenvolvidos por profissionais que atuam no instituto e a residência da família.

O instituto é mantido com doações de empresários ou pessoas físicas e por meio de recursos particulares do casal de biólogos. "É uma eterna busca por recursos. Nunca são valores governamentais, porque o poder público nunca nos ajudou. Ultimamente, temos apoio de empresas. Mas 95% dos recursos têm sido particulares, meus e da Anah, por meio de assessorias que fazemos", diz Leandro.

No IOP, atualmente há 14 onças-pintadas. Destas, quatro são filhotes, dois são jovens e há oito adultos. Na última década, 35 felinos passaram pelo lugar. Normalmente, os que deixam o instituto são encaminhados para outros criadouros, para auxiliar na reprodução e preservação da espécie.

As onças-pintadas que chegam recém-nascidas ao criadouro não retornam à natureza porque a principal ameaça a elas, segundo pesquisas do IOP, são os pecuaristas.

"Nesse sentido, consideramos um contrassenso devolver à natureza um animal que já veio para o cativeiro fruto desse conflito", explica Anah. Outro motivo que faz com que os felinos sejam encaminhados a outro criadouro é a necessidade de contato com humanos, que eles desenvolvem no início da vida, por meio da alimentação ou de outros cuidados básicos, em razão da ausência da mãe.

"Esses animais dificilmente perdem o elo com a presença humana e, se soltos, muito fatalmente, caso se aproximem de locais com a presença humana, podem acabar sendo abatidos", acrescenta a bióloga.

Ameaça de extinção
A onça-pintada está presente em 21 países, entre eles Argentina e Estados Unidos. Em alguns, como Uruguai e El Salvador, ela foi extinta. O Brasil concentra a maior parte delas, abrigando 48% da espécie de todo o mundo. No país, o animal também está ameaçado de extinção.

"Temos de 20 mil a 30 mil onças-pintadas no Brasil. Elas são consideradas ameaçadas porque, ao longo dos anos, perdemos mais de 50% da distribuição original delas. A tendência é que, como todos os grandes predadores mundo afora, caso não haja política de conservação, ela seja extinta."

"É um animal que compete com condições humanas, tem riscos aos seres humanos. Então, a tendência do homem é eliminar. Tudo o que gera riscos, gera prejuízo. Se não criarmos uma política direta de compensação aos prejuízos que esses animais causam, ele vai ser eliminado", pontua. Segundo o biólogo, não há nenhum tipo de ação do poder público para a preservação dos felinos.

Segundo os biólogos, se as onças-pintadas correm o risco de serem extintas no futuro, se políticas públicas de preservação não forem adotadas
Muitos dos filhotes que chegam ao IOP se tornaram órfãos após as mães serem mortas por produtores rurais, enquanto saíam em busca de alimentos para os filhos. "Há inúmeros filhotes que morrem depois da perda da mãe, por não conseguirem se manter sozinhos. Infelizmente, o número de órfãos que chegam para a gente é muito pequeno, perto do total que fica abandonado", explica Leandro.

Um dos principais trabalhos do IOP é conscientizar a população sobre a preservação das onças-pintadas. Os principais alvos da iniciativa são os produtores rurais. Para auxiliar no diálogo com eles, o instituto criou o Certificado Onça-Pintada. "Propomos valorizar os produtos de proprietários que se comprometem a tolerar os prejuízos causados por onças e jamais abatê-las", diz Anah. Segundo ela, 170 mil hectares de fazendas já aderiram ao selo. "O nosso objetivo é atingir 1 milhão de hectares em 10 anos", revela.

Anah explica que a importância da conscientização dos produtores rurais ocorre porque, no Brasil, 70% das terras estão em áreas privadas. "As unidades de conservação, sozinhas e isoladas, não têm tamanho e não asseguram a conservação da onça-pintada em longo prazo. Dessa forma, ela precisa do proprietário rural para ter a chance de sobreviver", pontua a bióloga.

Preocupação com o futuro
Muitos dos filhotes que chegam ao IOP se tornaram órfãos após as mães serem mortas por produtores rurais, enquanto saíam em busca de alimentos para os filhos
A luta pela preservação das onças-pintadas é conhecida por Tiago desde a mais tenra idade. Há um ano, ele deixou o sítio onde morava com os pais, na sede do IOP, para se mudar para Goiânia, para estudar. O garoto, que está no oitavo ano do ensino fundamental, sente saudades da convivência diária com os bichos.

"Está sendo muito difícil ficar longe dos animais, porque convivi com eles desde pequeno. Toda vez que volto para a casa dos meus pais, sinto que os animais também sentem saudade de mim. Eles me reconhecem e brincam comigo de uma maneira diferente. Isso é muito gratificante, porque vejo que o amor e o carinho que dei para eles anos atrás está sendo retribuído", diz o estudante.

Tiago visita os pais a cada três meses. A foto que viralizou na internet foi tirada durante o feriado da Proclamação da República, em 15 de novembro. No futuro, ele não quer continuar distante do lugar onde nasceu. O garoto planeja cursar biologia e retornar para o sítio da família, onde quer dar continuidade à iniciativa desenvolvida pelos pais.

"Quero fazer biologia, mas não para ser professor. Quero trabalhar com os animais, na prática. Pretendo dar continuidade ao instituto e ajudar meus pais, porque essa é uma causa muito nobre. A gente está tentando salvar uma espécie de extinção e realmente quero continuar com essa luta", declara.

4 de dezembro de 2018

O Galinho de Quintino em Campo Mourão, em 1997


Foto de 1997 mostra o craque flamenguista Zico em Campo Mourão para a inauguração do Centro de Futebol que levava o seu nome e que fora montado em parceria com empresários mourãoenses. Ao lado dele, com a mão no rosto, o saudoso Bruno Fanhani, um dos que investiram no empreendimento esportivo. 

Lembro que foi um dia muito chuvoso e que outros ex-craques do Mengão estiveram na inauguração ao lado do Galinho de Quintino. 

Infelizmente, a crise nos chamados Tigres Asiáticos acabou inviabilizando o vinda de jovens para aprenderem futebol no Brasil e fazendo com que o Centro de Futebol não tivesse vida muito longa. Alguns jovens coreanos passaram uma temporada em nossa cidade logo no início das atividades do Centro de Futebol Zico.

Zico foi uma dos melhores jogadores de futebol que vi em minha vida. O Flamengo dos anos 1980 era uma verdadeira máquina. 

Marcelo Falcão canta Legião: Ainda é Cedo


Marcelo Falcão Custódio (Rio de Janeiro, 31/05/1973) é um músico , vocalista e compositor brasileiro, mais conhecido pelo trabalho como vocalista do grupo O Rappa.


Ainda é Cedo é faixa do álbum Música para Acampamentos, lançado pelo Legião Urbana em 1992.

Carlão e Itamar Tagliari no Rio Grande do Norte, em 1980

Itamar e Carlão Tagliari
Disputei a primeira Taça Brasil de Clubes Campeões em 1980, na cidade de Currais Novos, interior do Rio Grande do Norte. Infelizmente não passamos da primeira fase numa chave que classificou o Álvares Cabral do Espírito Santo e contava ainda com uma equipe da Bahia e outra da Paraíba.

Perdemos, mas aprendemos muita coisa que acabaria nos auxiliando na conquista do bicampeonato paranaense naquele mesmo ano e na ótima classificação na Taça Brasil do ano seguinte, quando acabamos entre os seis primeiros colocados do país.

O que mais aprendi, nessa minha estréia em eventos nacionais adulto, não foi dentro da quadra e sim fora dela.      

Como chegamos com alguns dias de antecedência, acabamos conhecendo bem a pequena e simpática Currais Novos, onde éramos atração principalmente por sermos do sul. Numa pequena lanchonete nos deliciávamos com água de coco e um saboroso doce de leite caseiro. Era sagrado, após as refeições e os treinos  lá estávamos nós, sempre puxados pelos irmãos Carlão e Itamar Tagliari, tão amantes de doce como eu.

Na estréia, o Itamar machucou o joelho, impossibilitando-o de andar. De volta ao hotel, jantamos e nos preparamos para ir saborear as delicias da lanchonete, para afogar as dores da derrota contra os capixabas, quando o Itamar pede para o Carlão trazer uma água de coco e um doce de leite porque ele ficaria se tratando no hotel. Carlão não aceita de forma alguma e insiste para que ele nos acompanhe. Com muita dor, o Itamar, diz que é melhor descansar. O enorme joelho, inchado como nunca tinha visto, para mim era argumento suficiente para deixá-lo sozinho, mas não para o Carlão, que o carregou no colo na ida na volta da lanchonete para nosso espanto e de todos que passavam.

Sempre que conto esta passagem, brinco que se fosse comigo, além de não ter força para carregar nenhum dos meus irmãos, ainda seria capaz de esquecer de comprar as guloseimas para eles. Lógico que é apenas brincadeira. Amo meus irmãos, assim como os Tagliari se amam!

Tenho enorme respeito e admiração por todos daquela família, da mesma forma que demonstra meu pai quando conta alguma coisa do seu Itachir Tagliari e sua família. 

Publicado originalmente no semanário mourãoense Entre Rios, em outubro de 2005

Micão Tour: 10 músicos que já caíram no (e do) palco em pleno show; vídeos


Parece vídeo-cacetada, mas não é. É só o show da sua banda preferida que tem um ou mais integrantes animados demais ou até mesmo distraídos, a ponto de cair do palco. Uns se machucam feio e te deixam extremamente preocupado, já outros só te garantem risos eternos.


Axl Rose: Foi num show em Bogotá (Colômbia) e enquanto performava sua já clássica versão de “Knocking On Heaven’s Door” de Bob Dylan, que o vocalista do Guns N´Roses pareceu ter escorregado numa casca de banana, de tão “besta” que foi sua queda. Axl caiu sentado enquanto dava sua famosa corridinha pelo palco.


Bono: A queda (uma das) do frontman do U2 aconteceu em 2001 num show realizado em Miami (EUA). O músico andou de costas para o palco todo seguro de si e… Caiu. Felizmente Bono saiu ileso da queda e continuou a apresentação como se aquele pequeno acidente fosse parte do show.


Bruce Dickinson: Durante show em Manchester neste ano, enquanto fazia mais uma de suas performances, o músico caiu de cima de um amplificador que nem uma jaca podre. Lembrando que a banda já anunciou participação no Rock In Rio do ano que vem, com prováveis outras datas pelo país. Já estamos ansiosos para ver Mr. Dickinson caindo de maduro novamente. Mas com cuidado. Risos.


Chris Martin: O vocalista se empolgou durante um show do Coldplay em Bogotá, (Colômbia). Foi numa corridinha traiçoeira (aquela famosa em que a maioria dos músicos cai) que o músico escorregou e se estatelou em pleno palco. Sem perder o rebolado Chris se levantou rapidamente e voltou à sua apresentação.


Dave Grohl: Se por um lado os tombos e quedas dos músicos não passam de cenas engraçadas, por outro podem chegar a preocupar seus fãs, como foi o caso da “quedaça” de Dave Grohl. O líder do Foo Fighters caiu do palco durante uma apresentação da banda em Gotemburgo, Suécia. A queda foi feia e Grohl acabou quebrando a perna. Mesmo assim, ele voltou ao palco após atendimento médico, com a perna enfaixada para terminar o show.


Eddie Vedder: O vocalista do Pearl Jam já caiu tantas vezes e de tantas maneiras, que a internet não perdoou. Já tem até uma compilação com as melhores quedas do músico rolando no Youtube…


Matt Bellamy: Outro que parece ter escorregado numa casca de banana foi Matt Bellamy, vocal do Muse. E foi durante a performance da música de abertura, “Psycho”, no Download Festival, em Donington Park, (Inglaterra).


Paul McCartney: Foi durante uma apresentação em St. Loius, Missouri (EUA), que o ex-beatle tropeçou ao descer uma escadinha animadamente. O músico prontamente se levantou, fez uma palhaçada e voltou à sua performance novinho em folha.


Steven Tyler: Esse é outro que adora preocupar os fãs com suas quedas. A mais feia delas aconteceu durante show no Motorcycle Rally, no estado da Dakota do Sul, (EUA). Tyler caiu enquanto dançava pra galera já que o sistema de som havia falhado. Ele acabou pisando em falso e caindo do palco, numa queda que lhe rendeu lesões na cabeça, pescoço e ombros. Vale lembrar ainda que 1 ano depois o vocalista voltou a cair, dessa vez sendo empurrado “sem querer” pelo guitarrista Joe Perry, depois de uma brincadeira. Obviamente com a ajuda de Perry, Tyler subiu de volta ao palco.


The Edge: Não é só Bono que paga micão caindo dos palcos. The Edge, o guitarra da banda, também resolveu experimentar a sensação única de cair que nem um mamão podre. E foi num show em Vancouver, (Canadá). Distraído, tocando e pensando na morte da bezerra, o músico chegou perto da borda e caiu, mas não teve ferimentos graves.



Postado no Cadê Meu Whiskey ao som do álbum “Fallling Into Infinity” (coincidência? hahaha), 1997, Dream Theather.

Menino doa dinheiro do aniversário a amigo que não ia a excursão: viral

Iago (esq), Matheus e o dinheiro - Fotos: reprodução / Facebook
Amizade acima de tudo. Ao saber que o amigo não iria a uma excursão da escola, Matheus Monteiro, de 12 anos, juntou todo dinheiro que ganhou de aniversário e pagou a ida de Iago ao passeio

O gesto nobre do menino emocionou funcionários do colégio, seguidores nas redes sociais e viralizou.


O post foi compartilhado pela diretora da escola municipal de Bragança Paulista, no interior de São Paulo e em menos de 24 horas teve mais de 2,7 mil curtidas e mais de 700 compartilhamentos.


A excursão – para o museu Catavento e para o Museu do Futebol em São Paulo – foi planejada pela escola municipal Francisco Murilo Pinto em maio. Cada aluno pagou R$ 45 para o transporte, que poderia ser parcelado em até quatro vezes.

Mas a mãe de Iago, Jocileia Oliveira, contou que o filho não iria ao passeio porque ela e o marido estão desempregados e não teriam como pagar.

“Temos cinco filhos e não tínhamos de onde tirar esse dinheiro para ele ir”, contou.

Desapego
Esta semana Matheus ganhou R$ 35 de aniversário de um tio e decidiu pagar a viagem para o amigo. Eles estudam juntos há quatro anos e todos os dias vão caminhando para a escola.

“Ele não pensou duas vezes, pegou o dinheiro e me pediu mais R$ 10 para inteirar. Eu dei e eles foram para a escola”, conta Thais Monteiro, mãe de Matheus.

Com o valor completo e o dinheiro em mãos, eles foram até a sala da diretora Mônica Camargo na quinta-feira, 29.

O desapego do menino com o dinheiro e o carinho com o amigo comoveram a diretora.

“O Matheus tirou todo dinheirinho do bolso e perguntou se ainda dava para o Iago ir. Perguntei como ele conseguiu o dinheiro e, quando ele falou, fiquei emocionada. Elogiei muito. Ele tinha pouco e compartilhou esse pouco”, conta a diretora.

Comemoração
A mãe de Iago explica que depois de o amigo garantir a vaga do filho no passeio, o menino chegou comemorando em casa.

“Ele chegou pulando de alegria, correndo por todo lado, falando que iria na excursão. Ele está muito empolgado e eu estou feliz por ele e pelo Matheus que teve essa atitude. Quero ir na casa da família agradecer o que eles fizeram pelo meu filho”, contou.

Matheus também comemorou que o amigo estará na excursão. “Eu estava muito animado com a viagem e agora estou mais feliz porque o Iago vai”, concluiu.




28 de novembro de 2018

Hino Nacional no acordeon, com Jéssica Thomé


No seu canal no You Tube, A acordeonista Jéssica Thomé, em um ensaio, executa o Hino Nacional Brasileiro. 

Para quem não sabe a música foi composta Francisco Manuel da Silva com letra de Joaquim Osório Duque Estrada.

Jéssica Thomé, 27 anos, nascida em Caxias do Sul, é uma acordeonista e professora gaúcha.

The Spinners - I'll Be Around


The Spinners é um grupo vocal americano de R&B que se formou em Detroit, Michigan, em 1954. Eles desfrutaram de uma série de singles e álbuns de sucesso durante os anos 1960 e 1970. O grupo continua a excursionar, com Henry Fambrough como o único membro original.

I'll Be Around é faixa do álbum Spinner, lançado em 1973.

Voadora no peito é descrita como 'a entrada mais forte da história do futebol'

Na Argentina, jogador atinge adversário com voadora no peito Foto: Reprodução/YouTube
O lance está sendo descrito em sites e redes sociais como "a entrada mais forte da história do futebol". Aconteceu recentemente em partida entre Deportivo Argentino e Atletico Ticino, por uma liga semi profissional em Córdoba (Argentina).

A disputa da bola estava quente, mas com jogadas leais. Até que um jogador do Deportivo Argentino decidiu entrar com uma voadora no peito do adversário. Sem qualquer mínimo vestígio de atingir a bola.

O agressor foi expulso e a vítima ficou agonizando no gramado.

Assista:



“Vem me visitar”. Pedido de Natal de idosos em asilo emociona

Dona Sebastiana - Fotos: Paula Nunes
“Vem me visitar”, “Preciso e um abraço”, “Preciso de Carinho”. A campanha deste Natal feita em um lar para idosos está emocionando os internautas e viralizando nas redes sociais. E você pode ser uma notícia boa para eles.

Em vez de presentes materiais, os vovôs estão pedindo amor e atenção. O Lar dos Idosos São Vicente de Paula, fica em Pedra Preta, a 240 km de Cuiabá.


A ideia surgiu em 2016, em parceria com a equipe do Cursilho Jovem da Igreja Católica. E como nos anos anteriores o projeto fez sucesso, este ano ele foi mantido.

Uma das criadoras do grupo disse ao SóNotíciaBoa que a ideia deu tão certo que tem chegado ajuda de todas as regiões, países e religiões.


“A cidade inteira ajuda. Todas religiões, católicos, evangélicos, espíritas… A causa foi abraçada pele cidade de Pedra Preta, Rondonópolis e até de outros estados e países”, afirmou a assistente social e bacharel em Direito Elen Stelita. 

“Muitos deles tem apenas eles mesmos. Por isso, além de pedirmos presentes, gostaríamos que vocês doassem um pouco do seu tempo, faça um idoso feliz não só com bens materiais, mas também com um gesto de carinho”, escreveu Elen Stelita, no perfil dela no Facebook.


“Todo ano, final de ano, elas [participantes do cursilho] vem aqui, tiram foto com eles e eles não pedem presente, pedem para visitar, para virem aqui. Então, a gente fez as plaquinhas com os dizeres deles e, depois, com muita insistência, eles falam algo como uma camisa, um perfume”, contou a coordenadora do lar dos idosos, Alessandra Faria, ao site O Livre.

Adote um idoso

A ideia é que as pessoas ofereçam a presença e também entreguem algum presente, coisas simples como camisas, desodorantes, perfumes, chinelos…

São 24 idosos, com idades entre 61 a 97 anos.

“Muitos deles não têm mais parentes”, conta Alessandra.

Aí as plaquinhas são cada um com o nome do idoso e as mensagens que eles dizem quando perguntamos o que eles querem pedir para as pessoas. Eles falam e interpretam na foto”, disse a coordenadora do lar dos idosos.

Se você puder ajudar, vá até lá! A entrega será feita no dia 16 de dezembro, às 14 horas, em uma confraternização.

Serviço
Lar dos Idosos São Vicente de Paula
Local: R. Pres. Vargas, nº 136-296, Bairro Centro, em Pedra Preta MT)
Telefone: 66-3486-1384

Em Campo Mourão
Lar dos Velhinhos Frederico Ozanan
R. Antônio Ozanan, 59 - Vila Rio Grande
Telefone: (44) 3523-1605

Shindo Reimei: a misteriosa organização que matava japoneses no Brasil após a Segunda Guerra

A família Mizobe chegou ao Brasil em 1927

Notícias falsas, as chamadas fake news, estão em evidência nos últimos tempos, mas não são uma invenção moderna. Em 1946 elas já existiam – e já faziam vítimas no Brasil.

Após o fim da Segunda Guerra, um grupo extremista de imigrantes japoneses começou a espalhar o boato de que o Japão não havia perdido a guerra. Segundo eles, as notícias da rendição do imperador japonês em 1945 eram mentiras espalhadas pelos Aliados para minar o moral dos nipônicos.

A crença dos membros do grupo nacionalista, chamado Shindo Reimei, em sua própria versão da realidade eram tão fortes que eles assassinavam quem dissesse a verdade. As vítimas era outros imigrantes que aceitavam o fato de que o Japão tinha perdido a guerra. Os extremistas os chamavam de "corações sujos" e acreditavam que eles deveriam ser eliminados em prol do amor à pátria.

Entre 1946 a 1947, pelo menos 23 membros da comunidade japonesa no Brasil foram assassinados por causa de seu compromisso com a verdade. E ao menos 147 foram feridos.

O pai de Aiko Higuchi foi um deles. Hoje, aos 98 anos, Aiko conversou com a BBC News Brasil sobre a morte de seu pai, o sofrimento da família e como, só 62 anos depois, ela finalmente ficou em paz em relação ao seu passado.

Aiko Higuchi, de 98 anos, é filha do primeiro imigrante morto pelo grupo Shindo Reimei
A vida na guerra
Em agosto de 1942, o Brasil entrou na Segunda Guerra ao lados dos Aliados – EUA, Reino Unido, França, União Soviética e China, entre outros – declarando guerra aos países do eixo: Alemanha, Itália e Japão.

Imigrantes desses países eram vistos com desconfiança. Foi uma época difícil para os 160 mil imigrantes japoneses – a maioria dos quais trabalhava na roça.

Aiko Higuchi, na época, uma agricultora de 23 anos, vivia em Bastos, no interior de São Paulo. Assim como muitas famílias de imigrantes, a sua tinha vindo para o Brasil em busca de uma vida melhor. Ela tinha sete anos.

"Papai deixou o filho mais velho no Japão porque achava que ia ficar 5, 6, 7 anos no Brasil e depois voltaria. A propaganda no Japão era a de que, no Brasil, você ganhava dinheiro fácil."

A realidade, no entanto, era bem diferente – e a situação da comunidade piorou muito após a entrada do Brasil na guerra.

"Não vinham cartas (do Japão), né? Não pode ouvir rádio. Jornal japonês era proibido. A gente ficava no escuro, não sabia nada do que estava acontecendo", conta Aiko no sobradinho onde mora hoje no bairro de Santana, em São Paulo.

"Não pode falar japonês na rua. Se fala japonês, entra na cadeia"

Sentada no sofá da sala, ela relembra de detalhes do passado como se tivessem acontecido na semana passada.

Aiko estudou em escola só para imigrantes em Bastos, no interior de SP
Imigrantes não podiam dirigir e não podiam viajar. Escolas foram fechadas e empresas japoneses tiveram o capital confiscado.

As condições levaram ao surgimento de grupos que proviam apoio para a comunidade. Um deles, no entanto, acabou seguindo um caminho sombrio: o Shindo Reimei, fundado por Junji Kikawa, um ex-oficial do exército japonês.

Durante a guerra, Kikawa tentou ajudar os esforços de guerra japoneses pressionando os fazendeiros imigrantes para que parassem de produzir seda, que era usada para fazer paraquedas para os Aliados.

Sua organização teve um papel central nos eventos trágicos dentro da comunidade após 15 de agosto de 1945, quando o imperador Hiroito anunciou a rendição do Japão.

A Segunda Guerra havia acabado, e o Japão perdido. Mas o Shindo Reimei começou a espalhar rumores na comunidade japonesa de que isso era uma grande mentira, inventada pelos Aliados para minar o ânimo dos japoneses.

"Mandavam mensagens falando que Japão tinha ganhado guerra e ia mandar navio para levar japonês de volta", conta Aiko.

"Eles eram, como diz? Fanáticos, né? Maioria eram pessoas com pouca educação em cidades com muitos japoneses: Bastos, Pompeia, Tupã."

"Aí que Shindo Reimei começou a fazer isso: falava que quem falasse que o Japão perdeu a guerra não era japonês. Era traidor."

Compromisso com a verdade
O Shindo Reimei tinha como alvo os membros mais proeminentes da comunidades, que eram mais integrados com os brasileiros e tinham mais acesso à informação.

O pai de Aiko, Ikuta Mizobe, era o gerente de uma cooperativa de agricultores em Bastos, onde a maioria da população era de imigrantes japoneses.

"Papai tinha que falar com os cooperados, ele era gerente de cooperativa. Tem que falar a verdade, né?", relembra Aiko.

"As pessoas vinham perguntar sobre a guerra, e ele falava o que sabia: que o Japão tenha perdido."

Ikuta Mizobe era gerente de uma cooperativa de agricultores e foi morto por falar a verdade
"Meu pai recebeu carta com duas palavras: pessoa e coração, cortado com uma faca. Minha mãe queimou a carta. Desde aquele dia eu não consegui mais dormir, toda noite ia pra cama pensando", diz ela.

Em 1946, Aiko estava casada, vivendo na cidade de Pompeia, com o marido e seu filho recém-nascido, Katsuo Higuchi.

Em 7 de março, uma caminhonete chegou a sua casa com uma mensagem. "Meu sogro escreveu bilhete falando que papai tinha machucado pé e mandaram me buscar."

"Mas quando eu cheguei à casa da minha mãe, o caixão estava em cima da mesa", diz dona Aiko, com a voz embargada.

Quando se emociona, dona Aiko mistura palavras em português com frases em japonês, sua língua materna.

Sangue e lágrimas
"Na noite anterior meu pai tinha saído para dar uma olhada nas orquídeas e fechar o portão, que meu irmão mais novo sempre deixava aberto", conta Aiko.

"Então ele foi ao banheiro, atrás da casa. Dois homens estavam escondidos. Quando ele estava fechando a porta, eles atiraram. Minha mãe ouviu os tiros e saiu, e viu dois homens fugindo no cavalo."

"Mamãe falou depois: nunca imaginou que tinha tanto sangue no corpo", diz Aiko, misturando japonês e português. "Ela limpou meio balde de sangue."

"Meu pai nunca fez nada de mal para ninguém, porque Deus não ajuda? Mas a gente sofreu por causa disso, viu?"

O pai de Aiko foi a primeira vítima do terrorismo do Shindo Reimei. Eles usavam armas e, às vezes, katanas – as espadas tradicionais japonesas.

Membros do Shindo Reimei espalhavam que o Japão não havia perdido a guerra
Anos depois, cerca de 380 imigrantes foram investigados por participarem do Shindo Reimei. Muitos foram condenados a penas entre 1 e 30 anos na prisão. Quatorze jovens foram condenados por homicídio. Mas, no fim dos anos 1950, muitos já estavam livres.

Alguns deles chegaram a ser entrevistados para um documentário. Tokuichi Hitaka, que matou um ex-coronel do exército japonês na cidade de São Paulo, explicou porque confessaram quando foram presos.

"Depois do assassinato, eu joguei a arma fora. Na delegacia, o delegado não acreditava que a gente estava confessando. Do ponto de vista dos brasileiros, nós éramos um bando de idiotas. Mas nós acreditávamos que estávamos fazendo nosso dever pela pátria. Nós assumimos o que fizemos, como verdadeiros japoneses", disse ele, no filme.

"Não teria tido nenhum propósito, o que fizemos, se tivéssemos negado."

Os dois homens que mataram o pai de Aiko também foram presos e condenados.

Ligação
Em 1957, Aiko mudou pra São Paulo, onde vive até hoje.

"Minha mãe guardou muita mágoa no coração a vida inteira, nunca falou muito sobre isso", conta Katsuo Higuchi, de 72 anos, filho mais velho de Aiko e o único que chegou a ser carregado pelo avô antes de seu assassinato.

A paz só veio em 2008, quando, aos 88 anos, ela recebeu um telefonema de uma mulher que queria conversar sobre o assassinato de seu pai.

A família Mizobe cultivava alimentos em Bastos, no interior de SP
"Era filha do criminoso, que chamava Yamamamoto. Ela queria encontrar. Quando ela veio, num domingo, disse que o irmão dela não quis vir porque ficou com medo, achava que eu ia matar ele", conta Aiko, rindo. "Eu não tinha coragem de matar galinha! Jamais faria isso."

"Ela veio pedir desculpas, pelo que o pai dela tinha feito. Eu disse para ela: você tem não culpa. Eu não tenho raiva de você. Mas tenho muita raiva do seu pai."

"Eu só tinha um pai. E minha mãe ficou sozinha, sofrendo."

O reencontro foi bom para as duas mulheres. Depois de 62 anos, Aiko finalmente conseguiu falar abertamente sobre o que aconteceu e ficar em paz com o seu passado.

26 de novembro de 2018

Os campeões palmeirenses Marcelo's Conrado, direto de Telêmaco Borba


Ninguém manda mexer! Olha só a foto de ontem com o Marcelo Conrado posando ao Marcelo Júnior com o placar final do jogo do Palmeiras, que garantiu o título, merecido, de campeão brasileiro de 2018. Acho até que mandaram a foto antes do jogo ter terminado.

Os Marcelo's, ao lado da esposa/mãe Luciana Ferrari, residem atualmente em Telêmaco Borba, mas sempre que podem estão por aqui, em Campo Mourão, curtindo a casa dos pais dele, Jussara e João Luiz Conrado, que para minha tristeza também torcem pelo Palmeiras. 

Marcelo Júnior é companheiro de bagunça da prima, minha neta Ana Letícia, que o chamava de Pipinko quando ele ainda era bebezinho.

Como sãopaulino, tá difícil de aturar esses campeões. Ainda bem que tem o meu Coritiba FC para compensar um pouco. Só Que Não! Que Ano!