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5 de fevereiro de 2015

Na Cadência do Samba (Que Bonito É), música tema do Canal 100



Acima, a versão original de "Na Cadência do Samba (Que Bonito É)", composta por Waldir Calmon e que era música tema do Canal 100, um cine-jornal brasileiro, fundado em 1957 por Carlos Niemeyer e que funcionou até 2000.


Tornou-se muito conhecido pela qualidade da filmagem dos jogos de futebol com uma visão documental e uma narrativa dramática. Quem frequentava o Cine Plaza, em Campo Mourão, lembra bem da música e do Canal 100. 

Abaixo, uma versão atualizada com o grupo Casuarina. faixa do disco Samba Social Clube - Volume 4

7 de outubro de 2014

Formatura do Colégio Estadual de C. Mourão no Cine Plaza - 1967

Como publiquei novamente a música tema do Cine Plaza (ver postagem logo abaixo), mostro novamente uma postagem de 2011, que mostra mourãoenses participando de cerimônia de formatura do Colégio Estadual de Campo Mourão. 

Logo abaixo da foto, uma reportagem de 2012, de autoria do jornalista Carlos Ohara, que conta um pouco da história do que foi por anos um dos mais tradicionais pontos de encontro dos mourãoenses.   

Do álbum do Jayminho Bernardelli, foto de 1967 mostra alunas do Colégio Estadual de Campo Mourão perfilando com professores para as cerimônias de formatura.

Com toda a pompa, as formaturas eram sempre realizadas nas instalações do Cine Plaza (atual Igreja Universal), que possuia capacidade de lotação para 1200 pessoas sentadas.

Na primeira fila aparece o doutor Milton Luiz Pereira, ex prefeito de Campo Mourão e atual Ministro do STJ, com a jovem Ody Salvadori, filha do falecido pioneiro Rosalino Salvadori e esposa do ortopedista Wille Sandy.

Logo atrás, a Maria Edinar Castelli, esposa do dentista Romualdo Ribas, que atualmente reside em Balneário Camboriu (SC) -- lembro deles foliando nos bailes de carnaval do Clube 10 de Outubro--. Ao lado dela, o querido e inteligentíssimo professor Hains Ravache, com quem tive o prazer de estudar, lá mesmo, no Estadual. Clique na imagem para ampliar.


1- Doutor Milton Luiz Pereira, 2- Ody Salvadori , 3- Maria Edinar Castelli e 4- Professor Hains Ravache
Em Campo Mourão, Cine Plaza sobrevive a incêndio, mas não à decadência

Ícone cultural da região durante três décadas, o Cine Plaza de Campo Mourão renasceu das cinzas, dois anos após sua inauguração, mas não resistiu à decadência que atingiu os cinemas de rua em todo o país no inicio dos anos 90, quando o prédio foi adquirido por uma igreja evangélica.

Inaugurado em 1964, o Plaza tinha capacidade para 1,6 mil espectadores sentados, mas chegou a abrigar mais de 2 mil pessoas em uma única sessão no ano de sua inauguração, durante a exibição do filme Ben-Hur, um drama épico bíblico dirigido por William Wyler em 1959. O prédio ocupava uma área de 2 mil metros quadrados na avenida Brasil, no centro da cidade, e era construído em alvenaria.

Fogo

Em 1966, durante uma sessão de gala na noite de um domingo, chamas iniciadas no teto do cinema, revestido com feltro para melhorar a acústica, se alastraram e se transformaram em um grande incêndio. Um locutor de uma rádio que funcionava no andar de cima sentiu o cheiro da fumaça e correu para avisar o proprietário, Getúlio Ferrari. Em poucos minutos, a sala foi esvaziada, evitando uma grande tragédia. O cinema estava lotado.

Apesar da rapidez na identificação do foco, nada mais foi possível fazer. O fogo destruiu completamente o Plaza, restando apenas os pilares carbonizados. O incêndio causou comoção geral em Campo Mourão. Mas Getúlio não se abalou e decidiu reconstruir o cinema. Amigos, parentes e até seus sócios tentaram demovê-lo da ideia. Não teve jeito. O dinheiro empregado na reconstrução do Plaza, segundo Arno, daria para comprar 500 alqueires de terra na época.

Reaberto em 1968, um ano e meio após o incêndio, o Plaza continuou a ser referência da efervescência da cidade, que antes das emancipações de seus distritos, ostentava uma população de 130 mil habitantes, quase o dobro do número de habitantes atual de 87,1 mil.

Em 1989, sem competitividade frente às grandes distribuidoras, Getúlio arrendou o Plaza para a Distribuidora Arco Iris, que administra uma rede de cinemas espalhada pelo interior dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. Em 1993, o Plaza voltou novamente ao comando dos Ferrari. Durante um ano, Arno Ferrari, filho de Getúlio, tentou estabelecer uma parceria com a prefeitura para levar alunos ao cine. "Queria apenas que a prefeitura colaborasse para a manutenção, mas a ideia não deu certo", diz o comerciante.

Em 1994, uma igreja evangélica alugou o espaço e o adquiriu por R$ 400 mil em 1998, encerrando os tempos áureos do Plaza na cidade. Durante a venda do imóvel, Arno diz que retirou parte do revestimento em madeira dos pilares para demonstrar a solidez estrutural do prédio. No local, apareceram as marcas do fogo que carbonizou o local.

8 de agosto de 2012

Cine Plaza - Campo Mourão/PR

No Facebook vi essa foto que remeteu a ótimas lembranças, dos tempos em que ir ao matinée das tardes de domingo era nosso principal programa. Quantos filmes do Mazzaropi, do Teixeirinha, desenhos de Walt Disney, faroestes e filmes de capa e espada assisti no Cine Plaza! No começo os filmes me atraiam, dai começaram os namoricos e o escurinho da enorme sala (mais de 1000 lugares) era ótimo para sentar ao lado de alguma pequena. Isso mesmo, sentar ao lado já era um grande avanço. Pegar na mão era motivo para contar para o bairro todo. Se bem que não era nem preciso contar, bastava ver o sorriso na cara para saber que tinha tirado a sorte grande.

Depois, quando comecei a praticar esportes, assistir os vídeos do Canal 100 eram tão atraente quantos os filmes. Abaixo, um vídeo com a música tema e imagens do Canal 100.

Grandes eventos foram realizados no Cine Plaza, shows com grandes cantores da Jovem Guarda no final dos anos sessenta, Raul Seixas lá se apresentou em 1973/74. As formaturas escolares eram ali realizadas. Formandos realizavam cessões de cinema para arrecadar 'grana' para as formaturas.

Carequinha
Ia contar de um show do palhaço Carequinha, uma espécie de Xuxa dos anos sessenta, que lá assisti, mas minha família não gosta que eu toque nesse assunto (dei um vexame, vomitei no local depois de me obrigarem a comer um prato enorme para poder ir ver meu ídolo de infância, que conhecia apenas pelos discos --LPs-- que ganhava de meu pai). Pronto, contei!.

Hoje, como na maioria das cidades do país, ali funciona um templo de Igreja. A foto mostra a grandiosidade da sala construída pela família Ferrari. Clique na imagem para ampliar.

Cine Plaza - Campo Mourão/PR

1 de dezembro de 2011

Paulo Sérgio no Cine Plaza com os Zaramella - 1972

Foto enviada pelo Marcão Zaramella, mostra ele o mano Julio tocando em show que o cantor Paulo Sérgio fez no Cine Plaza, em 1972.
O Plaza serviu de palco para muitos artistas consagrados, além do Paulo Sérgio, que aqui esteve no auge de sua fama, lembro da Martinha, Raul Seixas e do Carequinha, um palhaço que era o ídolo da criançada no começo dos anos setenta.
Muito legal ver que o Marco, ainda uma criança, já tocava ao lado de ídolos da música brasileira. Com eles, na foto, está o João 'Gago'. Clique na imagem para ampliar.

Paulo Sérgio, Marco Zaramella (órgão), Julio (guitarra) e João 'Gago' (baixo) - Cine Plaza Campo Mourão/1972



Paulo Sérgio de Macedo, mais conhecido como Paulo Sérgio (Alegre, ES, 10/03/1944 – São Paulo, 29/07/1980), foi um cantor e compositor brasileiro. 

Não fosse sua morte prematura, aos trinta e seis anos, em decorrência de um derrame cerebral, Paulo Sérgio certamente seria lembrado como um dos maiores nomes da música romântica nacional. O cantor e compositor capixaba iniciou sua carreira em 1968, no Rio de Janeiro, lançando um compacto com o sucesso Última Canção. O disco obteve sucesso imediato e vendeu 60 mil cópias em apenas três semanas, transformando seu intérprete num fenômeno de vendas. A despeito da curta carreira, Paulo Sérgio lançou treze discos e algumas coletâneas, obtendo uma vendagem superior a oito milhões de cópias.