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Como o Facebook nos entristece

Abuso da interação virtual deixa pessoas superconectadas de mal com a vida. Essa é a conclusão de uma nova pesquisa, realizada com mais de 5 000 usuários

SOLIDÃO - Jovem nas escadarias do prédio de uma faculdade de São Paulo: alheia ao mundo lá fora, mas imersa nas redes sociais (Caio Guatelli/VEJA)
Cada um dos quase 2 bilhões de usuários do Facebook dedica cerca de cinquenta minutos do seu dia a essa rede social. Só outra atividade de lazer suga mais tempo: ver tevê (2,8 horas diárias). A permanência na maior das redes sociais rivaliza até com o tempo usado para comer e beber (uma hora). É legítimo, portanto, perguntar: essa agitada vida on-line é saudável? Um novo estudo comportamental, resultado de uma parceria entre as universidades americanas Yale e de San Diego, crava uma preocupante resposta: quanto mais tempo se passa no Facebook, maior será a deterioração do bem-estar social.

O médico e sociólogo Nicholas Christakis, do departamento de ciência biossocial da Yale, e a epidemiologista Holly Shakya, especialista em estudos de saúde pública da instituição de San Diego, analisaram o comportamento de 5 208 usuários da maior rede social do planeta, entre 2013 e 2015. A pesquisa concluiu que, quando havia uma queda no número de curtidas nos posts publicados por um indivíduo, ele apresentava mais sinais de insatisfação com seu estado físico e mental. Reportagem de REVISTA VEJA desta semana mostra quais são as consequências negativas do abuso das redes sociais.
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