As fotos que Hitler tentou destruir

Antes de tentar cativar multidões com discursos inflamados, Hitler ensaiava poses dramáticas. Elas foram registradas em fotos que o ditador, mais tarde, ordenou que fossem destruídas. Elas sobreviveram

O alemão Heinrich Hoffman foi o fotógrafo pessoal de Hitler. Escolhido pessoalmente pelo ditador antes de ele ocupar o poder, as fotos que Hoffman fazia apareciam na propaganda oficial nazista, em selos e estampas. Algumas dessas imagens, no entanto, eram de uso privado e deveriam ter sido destruídas – ou foi esse o pedido do führer, que Hoffman desobedeceu.

Hitler era conhecido como um grande orador. Sua quase pantomima no palco pode parecer ridícula aos nossos olhos hoje em dia. Mas ele encantava multidões. Não improvisava – seus gestos e tom de voz foram moldados ao custo de ensaios, que Hitler pedia a Hoffman que registrasse em fotos. A ideia era, observando as imagens, decidir quais gestos tinham maior efeito dramático. As poses flertam com o ridículo – punho para o alto, a boca aberta numa espécie de esgar, o cenho franzido. Hitler tinha consciência de que algumas daquelas fotos não mostravam seu melhor ângulo, e pediu que Hoffman destruísse tudo. De acordo com o Mashable, o ditador julgava aquelas fotografias “abaixo da dignidade humana”.

Ao final da guerra, Hoffman foi preso e condenado a quatro anos de prisão por ter participado dos lucros advindos do nazismo. Manteve consigo as fotos do ditador que acabou publicando anos depois em uma biografia intitulada “Hitler era meu amigo”.

As imagens se espalharam e, hoje, estão disponíveis na internet. As fotos dessa página são de janeiro de 1925, quando Hitler tinha 35 anos. Naquela época, Hitler ainda não era ditador. Fora preso em 1923, depois de dar um golpe fracassado e só chegou à chancelaria alemã em 1933 – oito anos depois de essas fotos serem tiradas. (crédito das imagens: Heinrich Hoffman/ Getty Images)
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